Companhia aérea fez fama com a oferta de passagens com preço baixo - mas o modelo já não valeria para os dias de hoje
São Paulo - A Webjet teve apenas sete anos de vida. Mas é difícil dizer que eles não foram intensamente vividos. Da sua fundação até ontem - último dia em que seus aviões cruzaram os céus -, a companhia teve quatro controladores diferentes, somou 19 aeronaves à frota que começou com apenas um avião e chegou a abocanhar sozinha quase 5% do mercado.
Com o fim das atividades, o modelo de baixo custo e baixíssima tarifa não deixa de ser colocado em xeque. Afinal, a Webjet nasceu com a proposta de fisgar os consumidores pelo preço. A companhia não conseguiu, no entanto, levar o plano adiante sem sair do vermelho.
Criada em 2005 pelo advogado Rogério Ottoni, a empresa inovou ao adotar um preço único para uma mesma viagem, com bilhetes vendidos apenas pela internet. Mas a operação durou apenas seis meses, sufocada por uma guerra de passagens travada pela concorrência. Sem caixa, a Webjet foi vendida por uma pechincha a uma sociedade composta pelo grupo Águia, dono de agências de turismo, e o empresário carioca Jacob Barata, que fez fortuna no ramo do transporte rodoviário.