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quarta-feira, 11 de maio de 2011

0 Novo dono dos aviões Fokker faz acordo para abrir fábrica em Goiás.



Grupo holandês Rekkof assinou memorando com governo do Estado para abertura de uma unidade, que inicialmente vai produzir peças para os aviões, com investimento estimado em R$ 1,2 bi

O Brasil pode se tornar o lar da nova geração dos aviões Fokker. A empresa holandesa Rekkof Aircraft, que comprou todas as licenças e projetos da antiga Fokker, declarada falida em 1996, já assinou com o governo de Goiás os termos do contrato da instalação, na cidade de Anápolis, de uma fábrica de peças para os aviões. A planta começa a ser construída em agosto e deve iniciar a produção até julho de 2014.
Num primeiro momento, os aviões serão produzidos na Holanda, com 35% das peças fabricadas no Brasil - entre elas s fuselagem, asas e outros componentes. No início da operação, essas peças vão fazer parte dos primeiros 60 aviões a serem fabricados na Europa. Em 2019, no entanto, a Rekkof pretende que o primeiro avião decole da fábrica brasileira, já com 75% de nacionalização de seus componentes.
As informações são do consultor-geral da empresa e responsável pela implantação da Rekkof do Brasil, Paulo Almada. O secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Alexandre Baldy, que participou da assinatura do protocolo de instalação da empresa, também falou da importância do projeto para o Estado e para o País, e comemorou o investimento que a Rekkof Aircraft fará, da ordem de R$ 1,23 bilhão. Baldy disse que, de início, serão gerados 1,8 mil empregos diretos, que ele acredita que se transformarão em pelo menos 5 mil indiretos.
Paulo Almada disse que o Brasil foi escolhido para receber o projeto "pela segurança política, econômica e jurídica que o País oferece". Antes de se decidir pelo Brasil, foram feitas negociações com outros países, como China, Turquia e Argentina.
Não é a primeira vez, no entanto, que a Rekkof anuncia estar perto de retomar a produção dos aviões. Em 2006, o grupo indiano Cades Digitech informou estar discutindo com o grupo holandês a instalação de uma fábrica em Bangalore. O investimento estimado, à época, era de US$ 300 milhões. O acordo, porém, não foi à frente.
A Rekkof pertence à holding holandesa Panta, que já foi dona de duas empresas de aviação - a Denim Air, que parou de voar, e a VLM Airlines, que foi vendida à Air France-KLM. As duas empresas operavam com aviões Fokker 50.
Cronograma. O nome Rekkof que batiza a empresa que vai fabricar a nova geração dos Fokkers foi escolhido propositalmente, por significar Fokker ao contrário. Paulo Almada lembrou que o Fokker é um projeto de sucesso no mundo inteiro - mais de 600 aviões deste modelo continuam voando em empresas como, por exemplo, a Avianca, que tem 14 unidades - e que a nova empresa comprou todos os projetos e licenças para fabricar a nova geração de aeronaves. A licença para a fabricação do Fokker é estimada em US$ 7 bilhões. "Vamos fabricar a evolução de um projeto de sucesso. Será um avião com tecnologia completamente nova e evoluída", disse ele, ao esclarecer que não faz parte dos planos da empresa reformar ou revitalizar os Fokker 100 que estão em operação.
O primeiro Fokker F100NG deverá ficar pronto na unidade holandesa no final de 2015, e a primeira leva de 30 aeronaves - metade da produção do primeiro ano - será endereçada a países na Ásia. O dirigente da empresa no Brasil, porém, não disse quais países seriam esses.
De início, a fábrica da Rekkof em Anápolis vai produzir peças do NG 100 e enviá-las para a Holanda, onde será feita a montagem dos aviões. No primeiro ano, a nacionalização das peças começará com 35%, com transferência de tecnologia para o Brasil, e atingirá 75%, em oito anos, segundo informou Almada.
"Será um projeto binacional de cooperação", assegurou. "Vamos iniciar a geração de novos produtos que podem colocar o Brasil na vanguarda da aviação tecnológica mundial", disse o executivo, acrescentando que a Rekkof da Europa transferirá tecnologia para a Rekkof do Brasil. Para isso, lembrou, o governo de Goiás assegurou a instalação de um polo de ensino e capacitação de profissionais.

Fonte: O Estado de S.Paulo

quarta-feira, 13 de abril de 2011

0 Avianca fecha contrato com fabricante para manutenção da frota de Fokker 100



A Avianca Brasil e a Fokker Services assinaram uma acordo pelo qual o prestador de serviços dará suporte às 14 unidades Fokker 100 da companhia aérea. O contrato faz parte de um programa chamado FlyFokker, que, de acordo com o fabricante, é focado na elevação do nível de segurança do avião e na redução dos custos de operação, enquanto aumenta o conforto para os passageiros.

“Esse acordo nos ajudará a aumentar a durabilidade e a disponibilidade dos nossos Fokker 100, além de diminuir custos de operação”, confirmou o porta-voz da Avianca Brasil, Santiago Diago.

Com negócios no Brasil desde abril de 2010, a Aviaca (ex-Ocean Air) opera mais de 20 voos no País, entre domésticos e internacionais. Além dos Fokkers 100, a companhia também opera aviões da família Airbus A320. A Fokker Services faz parte da Fokker Technologies, que desenvolve e produz componentes e sistemas para a industria aeroespacial, além de fornecer manutenção para os operadores de aviões da Fokker. O fabricante holandês teve sua falência anunciada em 1996.

quarta-feira, 16 de março de 2011

0 Confirmado: Rekkof em Anápolis




A empresa holandesa Rekkof anunciou investimentos de R$ 1,23 bilhão em Goiás, no município de Anápolis. A expectativa é de que sejam gerados 1,8 mil empregos diretos e 5,6 mil indiretos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (15/3) durante almoço no Palácio das Esmeraldas, que contou com a presença do presidente mundial da empresa, Jaap Jacobson e do governador Marconi Perillo, ocasião em que foi assinado protocolo de intenções. A Rekkof é especializada na produção de aeronaves de pequeno, médio e grande portes.

A previsão é de que o processo de construção da empresa tenha duas fases: a primeira, destinada à produção de peças e, a segunda, à fabricação de aviões.

O presidente da Rekkof no Brasil, Paulo Almada, explicou que o grupo fez uma ampla pesquisa de mercado e optou pelo Estado porque Goiás oferece segurança à empresa e também pela forma séria e clara como o Estado é administrado. "Cremos e acreditamos em Goiás", enfatizou Almada, ao ressaltar que tudo aquilo que a Rekkof buscou no Brasil para se expandir encontrou em Goiás.

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