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segunda-feira, 18 de março de 2013

0 Após acidente de avião no Pará, Anac suspende operações de empresa


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu nesta quinta-feira a autorização para operar da empresa de taxi-aéreo Fretax, contratada para transportar, na última terça-feira, nove trabalhadores da Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, no trajeto de Belém (PA) a Monte Dourado, no município de Almeirim, no oeste do estado. A aeronave caiu na noite de terça-feira e os destroços foram encontrados na manhã de ontem. Não houve sobreviventes no acidente, que matou dez pessoas, incluindo o piloto.
A suspensão do Certificado de Homologação de Empresa de Transporte Aéreo (Cheta), que permite as operações aéreas, foi publicada no Diário Oficial da União de hoje e é uma medida cautelar até que sejam verificadas as causas do acidente e as possíveis irregularidades nos registros da empresa, da aeronave e do piloto.
A Anac informou que a empresa não poderia ter realizado o voo sem um copiloto. A agência abriu um processo administrativo sobre essa questão. Caso a Fretax seja responsabilizada, a Anac vai emitir um auto de infração, do qual a empresa terá o direito de recorrer. A Agência Brasil entrou em contato com a Fretax, mas não teve retorno.
Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a aeronave de matrícula PT-VAQ decolou em Belém com destino a Monte Dourado. Estima-se que o acidente tenha ocorrido por volta das 20h26 de terça-feira. O Cenipa informou que ainda não é possível apontar fatores que tenham contribuído para o acidente. Uma equipe de investigadores do centro está no local colhendo as informações para iniciar o processo de apuração.
Os nove trabalhadores mortos no acidente eram contratados da Cesbe Engenharia e Empreendimentos, uma das empresas consorciadas para a construção da Hidrelétrica Santo Antônio do Jirau. A Cesbe emitiu nota lamentando o ocorrido e informando às famílias que prestará todo o auxílio necessário.

Fonte: Portal Terra

sábado, 9 de junho de 2012

0 Comandante do voo 447 estaria acompanhado de uma mulher, diz TV americana

Segundo reportagem da ABC News, ele estava com tripulante, em seu horário de descanso, quando avião apresentou falhas



A capa do site da ABC com a reportagem sobre o comandante
Foto: Reprodução

A capa do site da ABC com a reportagem sobre o comandante 


RIO - O comandante do voo 447 da Air France, que caiu em 31 de maio de 2009 matando 228 pessoas a bordo, estaria com uma mulher, em seu período de descanso, no momento em que o Airbus apresentou falhas que levaram à queda do avião no Oceano Atlântico. A hipótese foi levantada pela rede de TV norte-americana ABC News, no programa "Nightline". A reportagem, que também foi divulgada na quarta-feira no site da emissora, diz que o comandante Marc Dubois viajava acompanhado de uma tripulante da companhia aérea, que não estava trabalhando. Os copilotos tentaram chamá-lo, através de um alarme, cinco vezes. Ele só retornou à cabine dois minutos após o início da queda do avião.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

0 Aeronáutica investiga se ressonância fez helicóptero se despedaçar no Pará


Esquilo teve desequilíbrio entre forças e se quebrou, diz coronel da FAB.

Piloto fez pouso após sentir anormalidade e rotação alta; 4 ficaram feridos.



O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-1) investiga se o acidente envolvendo um helicóptero de resgate do Corpo de Bombeiros no Pará, que se despedaçou após pousar em um terreno irregular, foi provocado por uma ressonância, fenômeno que provoca forte vibração na aeronave até levar à sua destruição.

Segundo o tenente-coronel Maurício Teixeira, chefe do Seripa-1, a Aeronáutica recolheu as peças do helicóptero para tentar entender o que ocorreu. “Não posso dizer que o fenômeno de ressonância é totalmente raro, mas não é frequente vermos isso acontecer. Ocorre quando a aeronave perde o balanceamento previsto, há um desiquilíbrio das forças que atuam na aeronave em consequência da rotação dos rotores”, explica o oficial.

O acidente ocorreu após o piloto do Grupamento Aéreo de Segurança Pública do Pará (Graesp) perceber que a aeronave, um Esquilo, estava com problemas e fazer um pouso de emergência por volta das 10h30 desta quarta-feira (22), 20 minutos após a decolagem, em terreno particular próximo à rodovia BR-316 em Belém, capital do Pará.

O decidiu fazer o pouso porque sentiu “anormalidades e rotação alta”. A Aeronáutica ainda não sabe as causas da ressonância. O local onde o pouso ocorreu pode ser um dos fatores da ressonância, fazendo com que o ar empurrado para baixo voltasse com intensidade, provocando a forte vibração.

Quatro pessoas que estavam a bordo ficaram levemente feridas, segundo o governo do estado . Os passageiros - um delegado da Polícia Civil que atuava como copiloto, um médico e uma enfermeira da Secretaria de Saúde Pública – além do piloto, um major da Polícia Militar, tiveram ferimentos leves e foram encaminhados ao Hospital Metropolitano de Belém para avaliação física.

O helicóptero não possui gravadores de dados e o Seripa pediu informações ao fabricante sobre o balanceamento e a manutenção. Outro caso semelhante foi registrado há alguns anos em São Paulo.

O helicóptero estava com manutenção em dia. O coronel Teixeira não soube informar se a documentação do piloto estava atualizada.

Fonte: Tahiane Stochero (G1) - Foto: Tarso Sarraf (AE)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

0 Anac pode multar donos de avião que caiu no Pantanal

Monomotor não tinha autorização para voar em solo brasileiro



A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pode multar a família do fazendeiro Vagner Martins, de 46 anos, dono da aeronave que caiu no último dia 12, em Poconé (104 km de Cuiabá). Na queda, Vagner e outras três pessoas acabaram mortas.

De acordo com as investigações da aeronáutica, o fazendeiro tinha habilitação para pilotar, mas o monomotor (modelo Cessna 210 N) foi comprado nos Estados Unidos e ainda não tinha autorização para sobrevoar em solo brasileiro.

O avião estava em processo de regularização junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e, em tese, não poderia sair do solo.

"A Anac atua administrativamente. O que pode acontecer é a aplicação de uma penalidade, que seria uma multa, aos responsáveis pelo avião", informou a assessoria de imprensa da Agência de Aviação. Como o proprietário da aeronave morreu na queda, a família deve ficar com o prejuízo.

Para dar prosseguimento ao processo administrativo que já foi aberto, segundo a assessoria, será necessário esperar o resultado da perícia feita pela Aeronáutica. "Ainda não sabemos o resultado da investigação, mas nossas medidas são apenas administrativas", enfatizou a Anac.

No último dia 14 uma equipe do Departamento de Aviação Civil (DAC) esteve no local do acidente, região de mata fechada a 11 quilômetros do aeroporto.

Os peritos colheram informações que vão ajudar a esclarecer as causas da queda. Os primeiros laudos serão divulgados em, no mínimo, 30 dias.

Paralelo a isto, a Polícia Civil já instaurou inquérito para investigar o desastre aéreo. Peritos estiveram na região e emitirão laudos que vão auxiliar o delegado da cidade, Rodrigo Bastos da Silva, na condução do caso.

O acidente

Além do fazendeiro Vagner Martins, também morreram seu filho Thiago Martins, 27, e os mecânicos Alcindo Bernardo Fogaça e Adeusdete Luiz Barbosa, 50. O vôo só teria acontecido porque partiu do aeroporto do município, onde não há controle de vôos e fiscalização.

Alcindo e Adeusdete trabalhavam em uma empresa de táxi aéreo e foram até a fazenda de Vagner, em Poconé, para realizar uma verificação de rotina na aeronave, conhecida como "inspeção de 50 horas", que analisa as velas, faz a troca de óleo do motor e outros procedimentos simples, que não possuem qualquer implicação com a segurança da aeronave. A troca de qualquer componente do motor, por exemplo, só poderia ter sido feita em uma oficina credenciada pela Anac.

Os dois mecânicos são considerados por aviadores de Mato Grosso como grandes profissionais, experientes e capacitados. Seria por isso que Vagner os teria contratado. "É uma perda muito grande para a aviação de toda a região", afirmou um aviador que preferiu não ser identificado.

A aeronave foi comprada nos Estados Unidos e descredenciada no órgão que regula a aviação do país em março deste ano. Fabricada em 1984 e com capacidade para 6 passageiros, pertencia a uma empresa com sede na Flórida, antes de ser comprada pelo fazendeiro.




Fonte: Midia News

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

0 Blogueiro ligado à tragédia da Gol será julgado em Curitiba


O julgamento do jornalista norte-americano Joe Sharkey que estava no Legacy, que se chocou com o Boeing da Gol em 2006, será nesta quinta-feira (17/11), às 13h30, na 9.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, em Curitiba (PR). O magistrado que julgará o caso é o Dr. Sérgio Luiz Patitucci. Sharkey desrespeitou os brasileiros em seu blog, com textos que escreveu após a tragédia.
A justiça brasileira pediu esclarecimentos ao blogueiro norte-americano por declarações que ele fez em seu blog http://sharkeyonbrazil.blogspot.com/ , no qual fez críticas fortes e duras à população brasileira, dizendo que os jornalistas brasileiros são bobos e defendendo que o Brasil foi culpado pela colisão do jato com o avião da companhia brasileira em 2006. Ele também escreveu matérias inverídicas no jornal The New York Times sobre o acidente e permitiu comentários agressivos em seu blog.

O processo está em trâmite contra o blogueiro desde 2008. Dante D'Aquino, advogado da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907, explica que as autoridades já determinaram a condenação de Sharkey em processos anteriores, mas o acusado não apresentou defesa.

"Ele não se pronunciou e não apresentou defesa", declara. O norte-americano, em seu último post, cita os processos e é irônico ao falar sobre o "grau de precisão e honestidade" dos mesmos.

A ação contra o jornalista é um processo cível movida por Rosane Gutjahr, que perdeu o marido na tragédia. A ação manifesta a indignação com relação às ofensas que sofreu e pede a retratação pública, por ser cidadã brasileira e viúva de uma das vítimas.

"É um absurdo ele tenta culpar as autoridades e a mídia brasileira por erros que os pilotos norte-americanos cometeram e que levaram à morte de 154 pessoas, entre elas o meu marido. Os familiares esperam que o juiz o condene por todas as mentiras que escreveu", desabafa Rosane.

Em um processo criminal anterior o jornalista norte-americano foi condenado pela justiça brasileira, resultando em três pedidos de tomada de providência apresentados à Polícia Federal, Congresso Nacional e Presidência da República, os processos estão em trâmite nestes três órgãos. A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestou apoio em prol do processo contra Sharkey.

O que Sharkey escreveu

O blogueiro norte-americano diz que a imprensa brasileira "diz amém a tudo", além de comparar a Polícia Federal do Brasil com o filme "Keystone Cops", ilustrando o artigo com uma imagem do longa metragem do cinema mudo, no qual os policiais eram trapalhões e divertiam as crianças.

"O Brasil é um lugar onde as autoridades instáveis lutam para se eximir da culpa", declarou Sharkey, utilizando a grosseira expressão "cover their butts", além de chamar o nosso país de "terra maluca" ("crazy land").

O blogueiro também permitiu a postagem em seu blog de críticas severas ao povo brasileiro, feitas por leitores, com declarações fortes como "os brasileiros são mais idiotas que os idiotas", chamando o presidente Lula de "Bin Lula e os 40 ladrões" e "mulheres prostitutas".


terça-feira, 15 de novembro de 2011

0 Aeronave passará por avaliação após acidente com morte, diz Aeronáutica

(Foto ilustrativa)

A aeronave que enfrentou problemas no momento do pouso e resultou na morte de um dos passageiros na noite de segunda-feira (14), na região sudoeste da Bahia, passará por avaliação técnica, segundo informações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes da Aeronáutica (Cenipa), regional Recife (PE). O acidente aconteceu na cidade de Condeúba, a cerca de 650 Km de Salvador.

“Faremos uma ação inicial, buscando informações básicas para dar prosseguimento às investigações técnicas. Queremos saber os fatores que contribuíram. O resultado será usado para a criação de recomendações de segurança a todos os envolvidos na atividade de voo”, afirmou o investigador da Aeronáutica em Recife, José Roberto Mendes. Segundo ele, os proprietários foram orientados a não interferir na cena do acidente para que os técnicos possam encontrar a situação preservada. As equipes responsáveis pelo trabalho devem sair do Recife ainda durante a manhã.

O ex-vereador do município Agnaldo José Pereira, de 44 anos, se desesperou com o pouso forçado e se jogou da aeronave, depois de conseguir abrir a porta, sendo atingido pela hélice do avião. Ele morreu na hora. O ex-político viajava junto com o irmão piloto e um primo, que não sofreram ferimentos. Por volta das 21h, quando a aeronave se aproximava da pista particular da família, dentro de uma fazenda, ocorreu o acidente, cujas causas serão investigadas. A área foi isolada e a aeronave permanece no local na manhã desta terça-feira. A fuselagem do avião sofreu pequenas avarias.

O corpo do ex-vereador foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Vitória da Conquista, a cerca de 150 Km de Condeúba. Segundo informações de familiares, o corpo será velado na Câmara Municipal e encaminhado para o povoado de Alegre, a cerca de 40 Km, onde ele nasceu. Agnaldo assumiu dois mandatos, de 2000 a 2008 e tinha três filhos.

Segundo familiares, a pista de pouso foi construída há cerca de dois anos e meio e é coberta de cascalho (não é asfaltada). O local fica um pouco afastado da zona urbana de Condeúba. Na delegacia da cidade, ninguém prestou depoimento sobre o acidente. Segundo agentes da unidade policial, os familiares envolvidos não têm condições emocionais de prestar esclarecimentos.


Fonte: G1/BA

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

0 Corpos de 103 vítimas de voo que caiu no Atlântico são identificados



As vítimas são do avião Air France que caiu em junho de 2009, quando levava 228 pessoas do Rio de Janeiro a Paris

Paris - Foram identificados 103 dos 104 corpos encontrados este ano das vítimas do avião da Air France que caiu no Atlântico em junho de 2009, quando levava 228 pessoas do Rio de Janeiro a Paris, informou nesta segunda-feira a associação 'Entraide et Solidarité'.

O presidente do grupo dedicado à memória das vítimas, Robert Soulas, afirmou à Agência EFE que as famílias das vítimas serão informadas sobre a identificação nas próximas horas, e a entrega dos corpos está prevista para as próximas duas semanas.

A associação acrescentou em comunicado que não vai fazer nenhum comentário adicional, e pediu a imprensa 'que nestes momentos de lembrança e recolhimento preservem a intimidade das famílias, dolorosamente intimidadas por estes longos meses de espera'.

No total, foram recuperados 104 corpos este ano, que se somam aos 50 encontrados no mar dias após a tragédia. O Tribunal de Grande Instância de Paris vai decidir sobre a realização de uma nova etapa de buscas para localizar o restante dos corpos.

A última fase desta operação terminou no início de junho, e de acordo com o Ministério de Transportes francês custou 6 milhões de euros (US$ 8,2 milhões).

As autoridades francesas decidiram retirar os corpos dos ocupantes do avião após comprovar que eram identificáveis a partir de testes de DNA, apesar de estarem há quase dois anos em uma profundidade de cerca de 4 mil metros.

O Escritório de Investigações e Análises (BEA), encarregado das pesquisas, divulgará no primeiro trimestre de 2012 seu relatório definitivo sobre as causas do acidente, mas as pesquisas indicam que um problema técnico impediu os pilotos de ter acesso a informações que evitariam a queda do avião.


Fonte: Exame/Abril

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

0 Livro revela falas finais na cabine do voo 447: 'Vamos cair, não é possível'


Capa do livro 'Erreurs de Pilotage - tome 5' (Foto: Divulgação)Capa do livro 'Erreurs de Pilotage - tome 5'
(Foto: Divulgação)

Um livro lançado nesta quinta-feira (13) na França revela novos trechos da gravação com os últimos momentos na cabine do voo 447 da Air France, que caiu no Atlântico com 228 pessoas a bordo em 2009 quando cumpria o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris.

Intitulado "Erreurs de Pilotage - tome 5" ("Erros de Pilotagem - volume 5"), a publicação da editora Altipresse é de autoria de Jean Pierre Otelli, especialista em aeronáutica, e traz a transcrição completa da conversa entre os pilotos, inclusive dos segundos finais antes de a gravação da caixa-preta ser cortada.

Segundo o relatório divulgado pelo Escritório de Análise e Investigações (BEA) da aviação civil da Françano final de julho, o registro em áudio se encerra às 2h14min26. No relatório, aparecem trechos da conversa entre os dois copilotos e o comandante da aeronave.

Segundo a degravação, o copiloto menos experiente, Pierre-Cedric Bonin, de 32 anos e com 2.936 horas de voo, diz que possui os comandos e descreve para o colega, o copiloto mais experiente, David Robert, de 37 anos e com 6.547 horas de voo, o que está fazendo. Isso continua após o retorno à cabine do comandante de bordo, Marc Dubois, de 58 anos e com quase 11 mil horas de voo.

O relatório indica que o copiloto com menos horas de voo estava no comando do Airbus da Air France quando os pitots (sensores) congelaram e a aeronave começou a cair no Oceano Atlântico em 1º de junho de 2009, deixando 228 mortos.

O livro lançado em francês inclui falas que são da casa de 2h14min, ou seja, dos segundos finais da gravação. Leia abaixo:

Comandante (Marc Dubois): Atenção! Erga o bico - Agora, tire!

Copiloto David Robert: Agora, tire!

Dubois: M... Vamos cair... Não é possível

Copiloto Pierre-Cedric Bonin: Mas o que está acontecendo? (fim da gravação)

Tanto o BEA quanto a Air France divulgaram notas condenando a divulgação das falas no livro e afirmando que isso fere a norma europeia. Também afirmam que o ato fere a memória dos tripulantes, mortos na tragédia.

A editora de "Erreurs de Pilotage" afirmou que, no momento, não há perpectiva para lançar uma versão do livro em português.

Relatório do BEA
O comando do avião mudou de mãos às 2h13min45, quando Robert, segundo o BEA, diz para o copiloto com menos horas de voo que irá pegar os comandos. Conforme o BEA, Robert diz a Bonin: "Então me passe os comandos, me dê os comandos".

Com base nesse dado, assume-se que, durante as falas mostradas pelo livro, quem estava no comando era o copiloto mais experiente, David Robert.

Pela descrição, durante a queda e após a perda das informações de voo devido ao congelamento dos pitots, Bonin diz aos colegas que está cabrando (elevando o bico do nariz) da aeronave, o procedimento que, segundo o BEA, foi errado para reverter a situação de estol (perda de sustentação do avião), que começou a cair. Quando o alarme de estol começou a tocar, os pilotos deveriam ter jogado o bico do avião para baixo.

Leia, a seguir, os trechos das falas gravadas na cabine do voo 447 que foram divulgados em julho pelo BEA:

2h11min21 - Robert - Nós ainda temos os motores. O que está acontecendo (...)?
2h11min32 - Bonin - (...) eu não tenho mais os controles do avião. Eu não tenho nenhum controle do avião.
2h11min38 - Robert - Vire à esquerda
2h11min41 - Bonin - Eu tenho a impressão (que temos) a velocidade
2h11min43 - (Barulho de abertura da porta da cabine)
Dubois - O que vocês estão fazendo?
Robert - O que está acontecendo? Eu não sei, eu não sei o que está acontecendo
2h11min52 - Dubois - Então peguem os comandos logo
2h11min58 - Bonin - Acho que temos um problema, que tem muita variação.
Dubois - Sim.
Bonin - Não tenho mais nenhuma indicação
2h12min04 - Bonin - Tenho a impressão que nós estamos numa velocidade maluca, não? O que vocês acham?
2h12min07 - Robert - Não sei, mas não solte (...)
2h12min13 - Robert - O que você acha? O que você acha? O que devemos fazer?
2h12min15 - Dubois - Eu não sei. Está descendo.
2h12min26 - Robert - A velocidade?
2h12min27 - Robert - Você está subindo. Você está caindo, caindo, caindo
2h12min30 - Bonin - Mas eu estou caindo?
Robert - Caindo
2h12min32 - Dubois - Você está subindo
2h12min33 - Bonin - Eu estou subindo? Ok, então vou descer
2h12min42 - Bonin - Quanto subimos?
2h12min44 - Dubois - (...) não é possível!
2h12min45 - Robert - Como está a altitude?
Bonin - Estamos caindo ou não?
Robert - Agora você está caindo
Dubois - Coloque as asas na horizontal
Bonin - É o que estou tentando fazer
Dubois - Coloque as asas na horizontal
2h13min25 - Bonin - O que está havendo... Por que nós continuamos caindo?
2h13min28 - Robert - Tente encontrar um jeito de acionar os comandos lá pra cima, os principais etc.
2h13min36 - Bonin - Nove mil pés
2h13min39 - Robert - Sobe, sobe, sobe, sobe
2h13min40 - Bonin - Mas eu estou empinando já há algum tempo
Dubois - Não, não, não, não suba mais
Robert - Agora caindo
2h13min45 - Robert - Então me passe os comandos, me dê os comandos
2h14min05 - Dubois - Atenção, você está subindo.
Robert - Estou empinando?
Bonin - Bem, é o que nós devemos fazer, estamos a 4 mil pés
2h14min18 - Dubois - Então puxa.
Bonin - Puxa, puxa, puxa, puxa
2h14min26 - Fim das transmissões.


Fonte: G1.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

0 Incidente com avião de Paula Fernandes em Patos vai ser investigado pelo Cenipa



O incidente com o avião da cantora Paula Fernandes e sua equipe de produção que tiveram um susto na quinta-feira (22) à noite, quando encontraram uma vaca na pista do aeródromo Brigadeiro Firmino Ayres, ao posarem com o seu learjet, deverá ser investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). O fato foi comunicado pelo piloto da aeronave, que denunciou tudo ao órgão no mesmo dia.

Na sexta-feira pela manhã, horas depois do incidente, quando Paula e sua equipe se preparava para retornar de show de Caicó-RN, o piloto informou o fato aos policais que faziam a segurança do dia.

Antes de retornar, os polciais e membros da equipe de Paula fizeram uma verdadeira varredura no aeródromo a fim de garantir a segurança da decolagem do avião. Desta vez, nenhum animal foi encontrado.

A presença da vaca na cabeceira da pista impediu o pouso imediato do jatinho onde o grupo viajava. O objetivo da cantora e sua equipe era desembarcar em Patos e seguir o trajeto via terrestre até Caicó, no Rio Grande do Norte, onde a cantora se apresentou horas mais tarde. A vaca acabou um susto tremendo em todos.

O piloto alertou os policiais para o risco que o animal estava causando e relatou a tensão e o medo na hora do pouso temendo acontecer uma tragédia.

O piloto teria dito que um avião do porte LearJet não pode ser comparado a um avião comum, até mesmo pela velocidade que ele desenvolve. O piloto disse que por sorte o animal não correu para o meio da pista, o que teria sido trágico, já que a escuridão toma de conta do local.

Todo o incidente foi relatado pelo piloto ao Cenipa e ele teria pedido providências por parte do órgão que é uma Organização Militar do Comando da Aeronáutica - COMAER, diretamente subordinado ao Comandante da Aeronáutica, sendo responsável pelas atividades de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos ocorridos em território nacional.

O piloto nao informou, porém, que tipo de providências teria pedido ao Centro. Os serviços de manutenção do aeródromo são de responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER) e é vigiado por dois policiais militares a cada plantão.

Os chefes do DER Patos e do comando do 3º Batalhão de Policia Militar não assumiram as responsabilidades.

O chefe residente do DER em Patos, Madiel Conserva, o problema foi solucionado na mesma hora, mas que o problema foi uma falha dos policiais da Polícia Militar responsáveis pela segurança do aeródromo.

Segundo ele, devido ao risco de acidente, o jatinho precisou dar voltas na região enquanto o animal era retirado da pista. "Quando as lâmpadas de balizamento foram ligadas para o avião pousar, o piloto percebeu que a vaca estava perto da pista, mas deu tempo de ele dar uma volta. O pouso foi tranquilo. Depois os policiais fizeram uma vistoria", afirmou.

Segundo Madiel, este teria sido o primeiro inconveniente ocorrido no aeródromo. Ele acredita que o animal tenha entrado durante um descuido de algum dos policiais de plantão. "Depois das 18h a cancela do aeroporto tem um movimento muito grande de carros que vão buscar malotes. Devem ter deixado a porteira aberta por cinco minutos ou dez minutos e o animal entrou", comentou.

O funcionário do DER tratou o episódio como um caso isolado e disse que tirou uma lição positiva para providenciar, junto ao 3º Batalhão da Polícia Militar de Patos, algum dispositivo que mantenha a cancela sempre fechada.

Já o comandante do 3º BPM, coronel José Almeida Rosas, disse que a responsabilidade não é da PM. "Nossos policiais não são obrigados a sair correndo atrás de vaca. Fazemos a segurança do local. Isso deve ficar a cargo do órgão competente", ressaltou.

Ele tratou com o caso como ocasional, mas eximiu os policiais de qualquer culpa. "Quando um avião vai posar, destinamos uma viatura para fazer a segurança necessária e averiguar a segurança para o pouso, mas não corremos atrás de animais", disse.

O coronel disse que o efetivo colocado no aeródromo é de dois homens e não tem condições de fazer este trabalho. Ele criticou a falta de estrutura, a exemplo do mato alto. Ele disse que vai conversar com DER para ver como melhorar os cuidados necessários para o pouso das aeronaves para que fatos semelhantes não aconteçam.


Fonte: Portal Paraíba

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

0 Avião perdeu parte da cauda antes de cair em corrida aérea nos EUA



O avião que caiu durante uma corrida área nos Estados Unidos, matando dez pessoas e ferindo outras 70, perdeu parte da cauda segundos antes do acidente, revelaram investigadores na sexta-feira.


O P-51 Mustang, um caça da Segunda Guerra Mundial, caiu sobre os espectadores da corrida aérea de Reno, Nevada, na sexta-feira passada, em um terrível acidente gravado por diversas pessoas e postado na internet.

O aparelho --pilotado pelo veterano Jimmy Leeward-- foi modificado para corridas aéreas, e tinha vários dispositivos "experimentais", revela um vídeo gravado pelo piloto momentos antes do acidente.

O relatório do NTSB (Conselho Nacional de Segurança para os Transportes) concluiu que o avião "experimental P-51D de Nº79111 atingiu o solo após a perda de controle durante manobras" sobre o aeroporto de Reno.

"O avião havia completado várias voltas e quando realizava uma curva pronunciada à esquerda sobre a torre de chegada guinou repentinamente para a esquerda e depois para a direita, afastando-se da pista e mergulhando".

"Os relatórios de testemunhas e as provas fotográficas indicam que uma peça da fuselagem se separou do avião durante a manobra. Depois (...) o avião mergulhou e bateu no solo...", concluiu o NTSB.


Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

0 Avião da Noar perdeu peça de turbina em voo, diz relatório sobre acidente que matou 16 em Recife



O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) apresentou, nesta quinta-feira (22), relatório parcial sobre as causas do acidente com o avião da Noar que matou 16 pessoas no dia 13 de julho, em Recife (PE). A apresentação foi restrita a familiares das vítimas do acidente, que informaram que as causas exatas da queda do bimotor ainda são desconhecidas.

A reunião foi presidida pelo chefe do Cenipa, brigadeiro Carlos Alberto da Conceição, e o investigador encarregado do caso, coronel Fernando Silva Alves de Camargo. Eles passaram a manhã com familiares das vítimas, no Mar Olinda Cult Hotel, em Recife.
Apesar de não explicar o que causou a queda, as investigações já revelaram um detalhe que aponta para problemas na aeronave, que teria ficado com apenas uma das turbinas durante o voo.
“A apuração apontou que uma peça de sustentação da turbina esquerda caiu durante o voo, e o avião ficou operando apenas com uma das turbinas”, explicou o irmão de uma das vítimas do acidente, Geyson Soares, que participou do encontro.
Segundo o familiar, o Cenipa ainda não conseguiu compreender porque o avião da Noar não conseguiu se sustentar no ar com a segunda turbina. “Eles fizeram uma rápida explanação da trajetória do avião e mostraram que essa peça caiu, parando a turbina esquerda. Mas os técnicos não explicaram, apesar do nosso questionamento, porque a turbina direita não conseguiu dar sustentação a aeronave para os pilotos voltarem para o aeroporto”, disse Soares, que é irmão de Marcos Ely, engenheiro morto no acidente.
Soares explicou que o Cenipa conseguiu recuperar as caixas-pretas, mas ainda está decodificando o material para escutar o diálogo dos pilotos nos pouco mais de três minutos de voo até a queda da aeronave.
O Cenipa informou que o relatório final será divulgado no site da instituição, mas ainda não há data para conclusão. A apuração não vai apontar responsabilidades sobre a queda da aeronave, mas sim, orientar sobre procedimentos.
Segundo Soares, na última segunda-feira (19), familiares procuraram a Polícia Federal para cobrar celeridade nas investigações sobre o acidente. “Como tudo corre em segredo de Justiça, ninguém passa informação. A Polícia Federal disse que ainda está em processo de investigação e que tem 90 dias para concluir o inquérito. Caso falte mais alguma informação, a polícia disse pode pedir mais 90 dias para concluir o relatório”, contou, citando que “a demora causa angústia.”
O UOL Notícias tentou entrar em contato com a assessoria de comunicação da Noar Linhas Aéreas, mas as ligações não foram atendidas no início da tarde desta quinta-feira.
A queda
O avião bimotor modelo LET-410 caiu em um terreno baldio à beira-mar da praia de Boa Viagem, zona sul do Recife, minutos após decolar do Aeroporto Internacional Gilberto Freyre, localizado na região metropolitana do Recife.
Minutos após levantar voo, os pilotos Rivaldo Cardoso e Roberto Gonçalves informaram à torre que a aeronave estava com problemas e que tentariam retornar ao aeroporto.
O avião operava o voo 4899 e faria a rota Recife-Mossoró (RN), com escala em Natal. Após a queda, o bimotor explodiu e matou as 16 pessoas que estavam a bordo –14 passageiros e dois tripulantes.


Fonte: UOL Notícias

terça-feira, 20 de setembro de 2011

0 Navegador bebeu antes de acidente aéreo na Rússia, aponta investigação


Imagem postada


Avião tentou pousar em estrada por engano; tripulação é responsabilizada por queda que matou 47


Uma investigação na Rússia sobre a queda de um avião que matou 47 pessoas em junho concluiu que o leve estado de embriaguez do navegador da aeronave foi em parte responsável pelo acidente.

O avião de passageiros da RusAir, indo de Moscou para o aeroporto de Petrosavodsk (perto da Finlândia), voava sob mau tempo e o navegador instruiu, por engano, a tentativa de aterrissagem em uma estrada ao invés da pista do aeroporto próximo.
Exames concluíram que o navegador, morto na queda, havia bebido o equivalente a um copo de vodka antes do acidente.
A investigação também culpou os pilotos que tentaram aterrissar sob forte neblina mesmo sem ver as luzes do aeroporto. O avião se chocou contra árvores antes de tocar o solo.

A caixa preta do avião mostrou que o navegador apresentava "atividade excessiva", dando ordens para o piloto apressar o processo de aterrissagem.

A investigação concluiu que a comunicação entre a tripulação apresentou falhas, com o piloto obedecendo ordens do navegador sem questionamentos mantendo o co-piloto alienado do processo.
Os investigadores disseram ainda que o avião não apresentava problemas mecânicos e que o acidente foi resultado exclusivo do erro da tripulação.

No momento do acidente, 44 pessoas morreram e outras três vieram a falecer posteriormente no hospital. Cinco sobreviveram.
Seguem as investigações sobre outro acidente aéreo na Rússia, no qual um time de hockey foi morto no início do mês. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.


Fonte : O Estado de São Paulo

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

0 Piloto suspeito de causar morte de 8 pessoas é preso em SP



Um piloto de avião suspeito de ter causado a morte de oito pessoas em um acidente aéreo em Conselheiro Lafaiete (MG) em 1997 foi preso na tarde desta segunda-feira (8) pela Polícia Civil em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo).

O acidente ocorreu quando Célio Rodrigues, 57, fazia acrobacias com um aeronave. Ele perdeu o controle do avião e caiu. Além das oito pessoas que morreram, outras 11 ficaram feridas.

Segundo a polícia, Rodrigues foi preso após uma denúncia anônima em uma casa no bairro Parque Industrial Avelino Palma, na periferia da cidade. A informação era de que ele estava restaurando peças de aeronave.

A polícia o encontrou consertando as peças de um avião, com documentação regular.

Porém, ao verificar o antecedente criminal do suspeito, encontraram um mandado de prisão expedido pela cidade mineira relacionado ao acidente aéreo. Rodrigues foi levado para a cadeia de Santa Rosa de Viterbo, próxima a Ribeirão.

O advogado do suspeito Cleison Helinton Miguel disse que pediu cópias do processo em Minas para saber qual medida será tomada.


Fonte: BOL Notícias

terça-feira, 13 de setembro de 2011

0 Empresa deve indenizar famílias por acidente com Fokker-100 da TAM



A empresa Northrop Grumman Corporation, fabricante de uma peça do Fokker-100 da TAM que sofreu um acidente em 1996, não conseguiu reverter a decisão da Justiça que a obriga a pagar indenizações milionárias às famílias das vítimas, independentemente de acordos extrajudiciais. A decisão é do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O acidente matou 99 pessoas, em São Paulo. O reverso da turbina --uma espécie de marcha à ré da turbina utilizado como freio auxiliar em pousos-- abriu durante a decolagem, desestabilizando a aeronave. O avião caiu sobre casas no bairro do Jabaquara (zona sul). A Northrop Grumman Corporation é a fabricante do reverso que falhou.

A empresa tentou reverter decisão do TJ (Tribunal de Justiça) que a condenou ao pagamento de R$ 2 milhões a cada família, mais dois terços do último salário de cada vítima até quando completariam 65 anos, além de multa de 20% por não ter depositado caução.
Segundo a empresa, durante a tramitação do processo, alguns familiares fizeram acordos extrajudiciais com a Northrop. Na decisão, o TJ define que mesmo estas famílias recebam a indenização determinada pela Justiça.


A empresa havia entrado com recurso para que o caso fosse para o STJ, mas ele não chegou analisado por problemas no processo. De acordo com o tribunal, a empresa não apresentou comprovante de pagamento das custas do processo, o que é necessário para a apreciação do recurso.

A Northrop entrou com novo pedido para que o STJ analise o caso.


Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

0 Cenipa fará investigação paralela da queda do voo 447, diz associação



Associação dos familiares das vítimas do voo se reuniu com Dilma.
Segundo presidente da associação, Dilma determinou investigação.

A presidente Dilma Rousseff determinou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) entre nas investigações das circunstâncias da queda do voo 447 da Airfrance, que matou 228 pessoas em maio de 2009, informou nesta sexta-feira (26) o presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 447, Nelson Faria Marinho.

Ele se reuniu com Dilma e com o chefe do Cenipa, brigaderio Carlos da Conceição, no Palácio do Planalto.

“Nós temos dois inquéritos da Polícia Federal sobre o acidente, um em Pernambuco e um em Brasília, que estão parados por falta de conhecimento técnico. A presidente Dilma designou o Cenipa para entrar no caso. Vai haver uma investigação paralela a da França”, afirmou.

Segundo Marinho, o Cenipa vai, inicialmente, fazer uma análise técnica de dois documentos que juntos somam 650 páginas. Um deles é uma investigação de um especialista que aponta falhas mecânicas no avião como as circunstâncias causadoras da tragédia. O outro é uma avaliação da Associação dos Pilotos da França sobre o acidente.

“O que podemos dizer é que, pela primeira vez, o Estado brasileiro vai, de fato, assumir as investigações”, disse.

O G1 procurou o Cenipa para obter informações sobre a investigação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Acompanhamento
Em entrevista ao G1 em abril, o coronel da Aeronáutica Luís Cláudio Lupoli informou ao G1 que o Brasil conhece todas as informações que constam na apuração do Le Bureau d'Enquêtes et d'Analyses (BEA), órgão francês que investiga acidentes aeronáuticos, sobre a tragédia do voo AF 447.

Lupoli acompanha a investigação francesa desde o dia em que o acidente ocorreu e é o representante creditado do Centro de Investigação e Prevenção de Aeronáuticos (Cenipa) junto à França. O coronel vê a investigação com “transparência” por parte do órgão francês.


Fonte: G1.com

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