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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

0 Avião presidencial conhecido como 'sucatinha' faz último voo


O avião presidencial batizado como “sucatinha” vai se aposentar nesta segunda-feira (7). Foram 34 anos na ativa, com mais de 27 mil horas de voo e mais de 27,5 mil pousos pelo mundo inteiro. O último voo do Boeing 737-200 está marcado para acontecer às 9h desta segunda. O avião decolará em Brasília rumo ao Rio de Janeiro, onde ficará exposto no Museu Aeroespacial da Força Aérea Brasileira.

No antiga aeronave utilizada pela Presidência, foram transportados os ex-presidentes Ernesto Geisel, João Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

“Só foram momentos em que nós engrandecemos, criamos uma doutrina forte e resistente. A gente cresceu muito operacionalmente e profissionalmente”, afirmou o piloto do avião, José Antônio Botturi Júnior.

O sargento reserva Sabino Galdino Neto esteve nas viagens do “sucatinha” por 17 anos como comissário. Ele conta que serviu presidentes, autoridades e até o Papa em viagens para 52 países.

“Eu conheci este avião com 18 anos e hoje eu ter essa marca de mais de cinco mil horas de voo, isso pra mim é muito gratificante”, diz Neto. O sargento ainda explica como conseguiu salvar os compromissos do então presidente Fernando Henrique Cardoso em uma viagem à Londrina.

“Houve uma pequena turbulência e caiu copo de refrigerante na calça dele. O líquido marcou a calça dele e eu troquei de calça com ele”, afirmou Neto.

O piloto Ênio Beal Júnior disse que é uma grande felicidade poder viver o momento da aposentadoria da antiga aeronave presidencial.

“Podemos dar o merecido descanso pra esse guerreiro que tão bem serviu a nossa nação. Particularmente uma grande felicidade de poder estar vivendo mais uma vez a história neste que foi o avião que mais vezes conduziu aqueles que conduzem os destinos do nosso país”, explicou.


Avião presidencial conhecido como 'sucatinha' faz último voo ´nesta segunda-feira (7) depois de 34 anos de ativa. (Foto: Reprodução/TV Globo)


Fonte: G1/DF

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

0 Gravações revelam drama de aeromoça no 11 de Setembro

Gravações revelam drama de controladores e aeromoça com sequestro dos aviões em 11 de Setembro; clique e assista

Gravações revelam drama de controladores e aeromoça com sequestro dos aviões em 11 de Setembro; veja


Gravações divulgadas pelas autoridades americanas nos últimos anos revelaram o drama vivido por passageiros, tripulantes e controladores de voo nos atentados de 11 de setembro de 2001.

Em uma das fitas, uma aeromoça relata que um passageiro foi esfaqueado na classe executiva. Em outra gravação, um controlador pede o envio de caças F16 para interceptar um dos aviões, e ouve como resposta: "Isso é no mundo real ou é um teste?"

Em outro trecho, um dos sequestradores, Mohammed Atta, pede calma e promete que "tudo vai ficar ok".
No aniversário dos atentados, a BBC fez uma compilação de algumas das mensagens mais dramáticas.


Fonte: Folha UOL

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

0 Sequestrador tentou jogar avião no Planalto 13 anos antes do 11/9

Mais de uma década antes de terroristas da al-Qaeda usarem aviões como mísseis contra as torres gêmeas do World Trade Center, nos Estados Unidos, um brasileiro armado tomou um voo da Vasp com o objetivo de atingir o Palácio do Planalto, em Brasília. Desempregado, o maranhense Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos, culpava o governo por sua situação e queria atingir o centro do poder político do país.

"O que ocorreu com o voo 375 da Vasp foi como os atentados a Nova York e Washington. O meu sequestrador tinha a mesma intenção que os terroristas, só que não conseguiu alcançar o seu objetivo. E o risco ainda existe, tanto que o 11 de Setembro ocorreu”, afirma o comandante Fernando Murilo de Lima e Silva, de 60 anos, em entrevista ao G1.

O piloto nunca vai esquecer o dia 29 de setembro de 1988, quando o Boeing 737-300 da Vasp que comandava foi sequestrado.

Durante o voo, ele viveu momentos de terror quando o maranhense, armado de um revólver calibre 32, matou seu copiloto, Salvador Evangelista. "Ele levou um tiro na cabeça quando pegou o rádio para responder a um chamado da torre de controle de Brasília", lembra Murilo. Outro copiloto, que estava na aeronave como passageiro, foi ferido ao tentar impedir a ação do criminoso. (Veja no vídeo acima reportagem do Jornal Nacional sobre o caso na época)

comandante murilo avião sequestro (Foto: José Paulo/AE)Comandante Murilo deixa hospital após ter sido
baleado na perna no desfecho do sequestro
(Foto: José Paulo/AE)

“O meu sequestro foi um dos primeiros com aviões no país. Desde então, muita coisa mudou. Mas foi um processo lento de conscientização pela melhoria da segurança na aviação. Naquele tempo, não havia nem detectores de metais nos aeroportos”, relembra o comandante que, passados 23 anos da tragédia, continua voando como piloto de cargueiro no Rio de Janeiro.

O voo 375 da Vasp fazia o trajeto Porto Velho-Rio de Janeiro, com escala, dentre outros lugares, em Belo Horizonte, onde o maranhense entrou armado. Estavam a bordo 135 passageiros e oito tripulantes.

“A ação começou quando já estávamos sobrevoando os céus do Rio de Janeiro. Ele gritava: ‘eu quero matar o Sarney. Quero jogar o avião no Planalto!", diz o piloto. "Na época, eu não tinha ideia de que aquilo poderia ocorrer".

Após a ação, o piloto solicitou às companhias aéreas a instalação de portas blindadas na cabine de pilotagem dos aviões.

Cerco policial em Goiânia
Raimundo Nonato havia perdido o emprego em uma construtora devido à crise econômica que o país enfrentava e acreditava que a culpa era do presidente, na época José Sarney (PMDB), que governou o país entre 1985 e 1990.

Na ação, o sequestrador exigiu que o avião se dirigisse do Rio a Brasília. Como o combustível da aeronave estava acabando devido à mudança de rota, o comandante conseguiu convencer o sequestrador a pousar o Boeing em Goiânia.

“Podíamos despencar a qualquer momento. Mas ele não estava nem aí. Era doente, estava para o que desse”, acrescenta. Ao pousar em Goiânia, o avião foi cercado pela Polícia Federal, onde o sequestrador decidiu seguir para Brasília em uma aeronave de menor porte, levando o comandante como refém.

“Ele tentou subir em um Bandeirante que estava estacionado próximo ao Boeing para fugir. Foi nessa hora que eu corri. Um agente da PF conseguiu lhe acertar no quadril, mas o sequestrador ainda teve tempo de atirar, e me acertou na perna”, relembra. O sequestrador foi baleado no quadril pelos agentes da PF e morreu no hospital de infecção, dias depois.

“Hoje, é mais difícil ocorrer um sequestro como aquele no país, acho que pode se repetir apenas em aeronaves menores, ou em aeroclubes pequenos. Os aeroportos possuem detectores de metais, mas muita coisa ainda precisa melhorar até a Copa do Mundo de 2014 para não termos nenhum risco”, acrescenta.

Sequestros durante o regime militar
Pelo levantamento do historiador Ivan Sant'Anna, houve no Brasil pelo menos dez sequestros de aeronaves, a maioria durante o regime militar.

“Na época, criminosos costumavam sequestrar aviões para fugir para Cuba. Lá, recebiam asilo e depois o avião era devolvido ao país. Para os passageiros, era como um passeio a mais, porque nunca houve nenhum ato com agressão antes do sequestro do voo 735 da Vasp”, diz Sant'Anna, que é pesquisador na área de acidentes aéreos. (No vídeo acima, passageiro relembra a calma do comandante do voo)

Hoje, diz ele, são raros casos de sequestros de aeronaves no Brasil. “Sei de casos isolados de roubos de aviões pequenos, às vezes fazendo o piloto como refém, em aeroclubes de pequeno porte, em que não há tanta segurança ou detectores de metais. Normalmente, estes aviões são usados para tráfico ou comércio ilegal”, afirma.

O último caso de repercussão ocorreu em março de 2009, quando um homem roubou um monomotor no Aeroclube de Luziânia e acabou caindo sobre um shopping em Goiânia. O piloto, de 30 anos, e sua filha, de 5 anos, morreram.

Questionada sobre o que mudou em relação à segurança do transporte aéreo para impedir crimes e sequestros a bordo de aeronaves desde 1988, a Polícia Federal não se manifestou.



Fonte: G1.com

quinta-feira, 21 de julho de 2011

0 Pela última vez na história, ônibus espacial pousa na Flórida


Header matérias Atlantis (Foto: arte / G1)

Missão foi a última tripulada da história da Nasa.
Atlantis pousou, como previsto, às 6h56 (horário de Brasília).

Agora acabou. Pela última vez, um ônibus espacial da Nasa fez seu pouso no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 6h56 (horário de Brasília). O Atlantis encerrou uma missão histórica de 13 dias e agora vai virar peça de museu.

"Missão cumprida, Houston", foram as palavras do comandante Chris Ferguson assim que a nave pousou. "Após servir por 30 anos, o ônibus espacial conquistou seu lugar na história e agora faz sua última parada".

O comandante afirmou que os americanos vão voltar ao espaço. "O ônibus espacial mudou a maneira com que vemos o mundo, a maneira com que vemos o universo. A América não vai parar de explorar. Obrigado por nos proteger e por trazer este programa para um fim merecido."

Ferguson também lembrou os outros ônibus espaciais. "Obrigado Columbia, Challenger, Discovery e Endeavour", afirmou após o pouso.

Ônibus espacial Atlantis faz último pouso da frota no Cabo Canaveral, na Flórida (Foto: Nasa)

Ônibus espacial Atlantis faz último pouso da frota no Cabo Canaveral, na Flórida (Foto: Nasa)

Em resposta, o controle da missão parabenizou a tripulação. "Aproveitamos esta oportunidade para parabenizar a vocês, Atlantis, assim como os milhares de indivíduos apaixonados em toda esta nação exploradora do espaço que realmente deram poder a esta espaçonave incrível que, por três décadas, inspirou milhões por todo o globo", disse o astronauta responsável pela comunicação com a nave, Barry Wilmore. "O Atlantis está em casa, sua jornada está completa. Este é um momento para ser apreciado",

Milhares de pessoas se reuniram na cidade de Cabo Canaveral para acompanhar o pouso. Na transmissão da Nasa, o clima foi de nostalgia. Não há previsão de quando uma nova missão ao espaço com seres humanos será organizada pelos Estados Unidos.

A nave levou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) o módulo Rafaello carregado de toneladas de equipamentos para abastecer o complexo orbital. A partir de agora, todas as viagens à ISS serão feitas pelas naves russas Soyuz.

Ao todo, quatro astronautas estiveram a bordo, além do comandante Christopher Ferguson, o piloto Doug Hurley e os especialistas de missão Sandy Magnus e Rex Walheim.

A aposentadoria
A decisão de aposentar a frota veio após o acidente com o Columbia, que se desintegrou na reentrada após uma missão em 2003. A orientação do então governo Bush era finalizar a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), aposentar a frota até 2010 e desenvolver uma nave nova que deveria estar em operação em 2014.

O Atlantis

De lá para cá, o governo Obama confirmou a aposentadoria do programa, mas permitiu um ano a mais de voos, até 2011. As operações na ISS foram estendidas até pelo menos 2020. E o programa de naves da administração Bush, o projeto Constellation, foi cancelado. Em seu lugar, o atual presidente ordenou que a parte de desenvolvimento e construção de espaçonaves fosse delegada à iniciativa privada, enquanto a Nasa se dedicaria a pensar as próximas fronteiras da exploração espacial.

O quarto ônibus espacial da Nasa estava em operação há 26 anos e foi responsável por alguns dos grandes marcos do programa americano: ele lançou o telescópio espacial de raios gama Compton e as sondas Magellan para Vênus e Galileo para Júpiter.

A nave também foi a primeira americana a acoplar com a estação espacial russa Mir, para onde fez sete voos consecutivos, entre 1995 e 1997.

Em 2009, o Atlantis fez a última missão de reparos prevista para o telescópio espacial Hubble, que permitiu que o observatório orbital, que estava definhando na época, pudesse ter sua expectativa de vida estendida para até 2014.

No voo seguinte, ele bateu o recorde do Discovery de menor número de problemas técnicos em uma missão: 54. Em 2010, bateu seu próprio recorde e baixou o número para 46.

A missão de 2010 estava prevista para ser a aposentadoria oficial do ônibus espacial. A atual era apenas uma missão de stand-by que seria usada para caso de necessidade de resgate do Endeavour, que, na época, estava previsto para fazer a missão final da frota. Com a decisão de tornar o voo de resgate em uma missão oficial, a nave foi recolocada em serviço.

Após a aposentadoria, o Atlantis será o único que continuará na Flórida, em exibição no complexo de visitantes do Centro Espacial Kennedy. O Discovery será enviado ao Museu Smithsonian na capital americana, Washington DC, no lugar do protótipo Enterprise, que nunca foi ao espaço e será transferido para Nova York. O Endeavour irá ao Centro de Ciência da Califórnia, em Los Angeles.


Fonte: G1.com

terça-feira, 26 de abril de 2011

0 Passaredo aposentando o Brasília (Emb-120)



Dia 29 de abril de 2011 parece ser o último dia de operações do Embraer 120 da Passaredo. A aeronave realiza hoje as linhas São Paulo (GRU) – Bauru (BAU) – Marília (MII) – Presidente Prudente (PPB) e São Paulo (GRU) – Bauru (BAU) – Marília (MII).
As três cidades do interior paulista não constam na malha da empresa a partir de maio, segunda informações disponibilizadas pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil, assim como a aeronave Brasília, da Embraer. Desta forma a Passaredo passaria a operar somente aeronaves a jato, também da Embraer, modelos ERJ 135 e ERJ 145.
Com o cancelamento do voo as opções são:
- São Paulo para Bauru: 1 voo diário da Gol/VRG partindo de Congonhas com Boeing 737-700; 1 voo diário da Pantanal com ATR 42 partindo de Guarulhos e outro, de segunda a sexta, partindo de Congonhas, com Airbus A320.
- Bauru para Marília: Sem opções.
- Marília para Presidente Prudente: 1 voo diário da Pantanal com ATR 42 e um voo de segunda a sábado, com a TRIP, com ATR 72, que deve iniciar em 15 de maio próximo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

0 Avião de Amelia Earhart pode ter sido encontrado

Amelia Earhart: destroços do avião podem ter sido encontrados na Papua Nova Guiné. Reprodução da internet



Durante 74 anos, o destino de Amelia Earhart, a piloto americana que desapareceu sobre o Oceano Pacífico enquanto tentava dar a volta ao mundo, tem sido um dos grandes mistérios da aviação. Ela ficou sem combustível e pousou o avião no mar? Foi comida por caranguejos após passar anos como náufraga em uma ilha isolada? Foi capturada e executada como espiã pelos japoneses? Ou retornou secretamente aos EUA e assumiu nova identidade?

Todas essas teorias, e muitas outras, foram lançadas desde que esta pioneira da aviação e seu navegador, Fred Noonan, deixaram de fazer contatos por rádio em julho de 1937. Agora, habitantes de Papua Nova Guiné, última parada da dupla antes de seu desaparecimento, afirmam ter encontrado os destroços de seu avião Electra10-E a mais de 70 metros de profundidade em um recife da Ilha de Buka, na região de Bougainville, segundo reportagem do jornal "The Independent".

O empresário Cletus Harepa disse à Australian Broadcasting Corporation que está reunindo uma equipe de mergulhadores para examinar os destroços cobertos por corais. Segundo ele, um mergulhador que já esteve no local encontrou dois crânios humanos, além de três caixas com lingotes de ouro. As alegações de Harepa foram recebidas com ceticismo, com um especialista americano classificando-as como "besteiras além da conta". Mas o jornal local "Post Courier" informou que há "fortes indicações" de que é o avião de Earhart - que partiu da localidade de Lae, na Ilha de Nova Guiné, para um voo de 4 mil quilômetros até a pequena Ilha Howland, no Pacífico Central - o encontrado em Bougainville. "O local da queda está diretamente alinhado à rota de voo de Earhart a partir de Lae, ao norte da Ilha de Buka, em uma linha reta na direção nordeste rumo a Howland", afirma a publicação.

Primeira mulher a cruzar o Atlântico de avião sozinha, Earhart - então com 41 anos e uma celebridade internacional - havia completado mais de 35 mil quilômetros de sua viagem ao redor do mundo quando chegou a Lae. Tudo que faltava para a "Rainha do ar", como era conhecida, era atravessar o Pacífico, em um percurso de pouco mais de 11 mil quilômetros. Algo, no entanto, deu muito errado no primeiro trecho da travessia. Earhart enviou uma mensagem de rádio a um navio americano na qual avisava: "Devemos estar sobre vocês, mas não podemos vê-los. O combustível está acabando e não estamos conseguindo contato por rádio". Esta foi a última vez que se soube do paradeiro dela e de Noonan. Harepa, por sua vez, está convencido de que encontrou o descanso final da dupla.

- Alguém viu os destroços enquanto mergulhava à caça de peixes, mas eles não sabiam que o avião era de Amélia até meus mergulhadores alcançá-los entre 70 e 100 metros de profundidade - diz o empresário, acrescentando que a descoberta dos lingotes de ouro reforçam sua teoria, já que pilotos eram comumente usados para contrabandear ouro de Lae nos anos 30.

Mas o especialista na história da aviadora Ric Gillespie diz que a alegação é altamente improvável, pois as transmissões de rádio colocavam Earhart e Noonan a apenas 320 quilômetros da Ilha Howland quando de seu desaparecimento. Gillespie, diretor executivo do Grupo Internacional para a Recuperação de Aeronaves Históricas, acredita que a dupla aterrissou na remota Ilha de Nikumaroro, onde sucumbiu lentamente à falta de comida e água. Seu grupo encontrou fragmentos de ossos na ilha, agora parte de Kiribati, no ano passado, mas testes realizados pela Universidade de Oklahoma foram inconclusivos.

O desaparecimento de Earhart gerou centenas de artigos e vários livros. Para Gillespie, as afirmações de Harepa são um prova do longo interesse pela figura de Earhart, uma pioneira do feminismo:

- Creio que é mais um tributo a Amelia.


Fonte: O Globo

terça-feira, 1 de março de 2011

0 JAL realizou seus últimos vôos com o B747


O primeiro B747-146 (c/n 31 JA8101) chegou em 22/04/1970 e colocado em serviço no dia 01/07/1970, cumprindo a etapa Tokyo Haneda-Honolulu-San Francisco.

No ano seguinte era recebido o primeiro modelo -246. Com o crescimento do tráfego doméstico japonês, foi necessário criar um modelo para atender tal mercado, surgindo o B747-SR46 (Short Range) com uma configuração de 500 paxs, a maioria econômica, e foi empregado nas pesadas rotas para Osaka Itami, Sapporo ou charteres para Kagoshima. O processo de embarque/desembarque durava mais que o vôo em si.

Em novembro de 1983 era recebido o B747-346, sendo que quatro anos mais tarde receberia o 747-346SR.

Em 1990 era vez o -446 chegar na empresa, e no ano seguinte a versão Domestic.

A empresa operou aproximadamente 120 747, o equivalente a 8% de toda a frota de Jumbos no mundo, sendo de longe a maior operadora do modelo e a única a comprar mais de 100 unidades do mesmo. Na década de 90, 80 Jumbos chegaram a operar simultaneamente na empresa. Além da JAL, operou nas subsidiárias JALways (charter sucessora da Japan Air Charter JAZ), Japan Universal System Transport e JAL Cargo Super Logistics (Cargueiras), e na Japan Asia Airways.

Apesar de uma carreira invejável na JL, houve dois acidentes com o 747 da empresa: um foi atentado terrorista em Benghazi, em 1973, felizmente sem vítimas. Mas o mesmo não podemos dizer do JAL123 onde 520 pessoas faleceram no pior acidente aéreo envolvendo apenas uma aeronave.

E os Jumbos saem da JAL devido a dois motivos: a crise econômica na empresa em que os Jumbos se tornaram aeronaves muito caras para manter e por ter um substítuto com as mesmas atribuições dele: o B777-300ER. Pesa também a estagnação do mercado nipônico, onde o Jumbo vem se tornando grande demais em algumas rotas.

Daqui 4 anos será a vez da All Nippon Airways retirar seus B747. Atualmente, todas as rotas internacionais - exceto CDG - foram substituidas pelos B77W, permanecendo apenas os modelos para vôos interno.

0 Museu TAM amplia acervo em exposição

Instituição já recebeu mais de 88 mil visitas desde sua reinauguração, há 8 meses.


O visitante do Museu TAM (www.museutam.com.br) pode conferir mais duas aeronaves no acervo exposto em São Carlos, interior paulista: um Hawker Siddeley HS-125 doado pela FAB (Força Aérea Brasileira) e um ultraleve Roloff-Unger RLU-1 Breezy Pusher, integralmente construído e montado nas oficinas de restauração da instituição. Agora, são 76 unidades em exposição, o maior acervo de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea. Desde junho do ano passado, quando foi reinaugurado, o Museu TAM já recebeu mais de 88 mil visitantes.

“Assim que terminamos o processo de restauração, apresentamos para o público essas duas peças tão importantes. Como o museu é um local de descobertas e que apresenta grandes capítulos da história da aviação, novidades como essas nos ajudam a cumprir a missão de encantar o público e de provocar o conhecimento a partir de novas experiências”, afirma João Amaro, presidente do Museu TAM.

Utilizado pela FAB desde a década de 1960, o HS-125 é um bimotor a jato que serviu para o transporte de autoridades e foi utilizado para a calibragem dos equipamentos e dos instrumentos de aproximação dos aeroportos e das bases aéreas brasileiras. “Ele fez parte do Grupo Especial de Inspeção de Voo. Em pouco tempo, ganhou dos pilotos o apelido de ‘avião laboratório’, e entrou para a história como uma aeronave que contribuiu para o bom desenvolvimento da aviação nacional. Homenageamos a FAB e a nobre missão do HS-125, conservando a sua pintura e suas características originais”, destaca João Amaro.

A outra novidade, o Breezy, foi um dos primeiros ultraleves construídos nos Estados Unidos, em 1965. Vendido em kits para ser montado em casa, com dois assentos (piloto à frente, passageiro atrás), o modelo é um dos mais populares e antigos do mundo. Hoje, apenas as suas plantas são vendidas. Para a sua construção, a equipe de restauração do Museu TAM decidiu utilizar motor de 115 HP na traseira (“pusher”) e as asas do Piper J-3, modelo mundialmente conhecido como uma das mais notáveis aeronaves de instrução.

Além de peças raras, o Museu TAM tem auditório para palestras, conferências e eventos culturais; área de acolhimento e lanchonete. Em uma área dedicada a turbinas, o visitante conhece o funcionamento dos equipamentos que impulsionam os grandes jatos. Com diversas atrações relacionadas ao universo da aviação, há ainda uma exposição de uniformes que apresentam a evolução da moda no setor desde a década de 60 e o espaço Rolim, que traz história, aeronaves e trajetória da TAM Linhas Aéreas e de seu fundador, o comandante Rolim Amaro.

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