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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

1 BR Aviation bate recorde de vendas

As vendas da companhia no acumulado de 2011 somaram 4.435.923 m3, expansão de 12,6% em relação ao volume de 3.940.185 m3 do ano anterior


Avião em voo

São Paulo - A BR Aviation, área de negócios da Petrobras Distribuidora voltada para o mercado de produtos e serviços aeronáuticos, atingiu novo recorde histórico de vendas de combustíveis (querosene e gasolina de aviação) em dezembro. Foram comercializados 399.098 metros cúbicos (m3) de combustíveis no mês passado.
Com o resultado de dezembro, as vendas da companhia no acumulado de 2011 somaram 4.435.923 m3, expansão de 12,6% em relação ao volume de 3.940.185 m3 do ano anterior. O resultado ficou acima do crescimento médio do mercado (11,4%). Com isso, a companhia consolidou a liderança do mercado, com participação de 62% baseada em operações espalhadas em 101 aeroportos no País. O Brasil consome hoje cerca de 600.000 m3 mensais de querosene de aviação (QAV) por mês, dos quais 400.000 m3 fornecidos pela Petrobras Distribuidora, segundo dados disponibilizados pela companhia.
O crescimento em relação ao desempenho do mercado, ainda de acordo com a Petrobras Distribuidora, "se deveu principalmente à ampliação de rotas de alguns clientes, notadamente os exclusivos como Gol e Azul, e ao crescimento de 17,4% no número de passageiros", explicou a empresa, citando dados de janeiro a outubro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Além disso, a companhia iniciou operações na Zona da Mata (MG), em Itirapina (SP) e em Maringá (PR) ao longo de 2011.
Expansão
Após um ano de crescimento expressivo em 2011, a companhia destaca que o ambiente de negócios é ainda mais favorável no curto e médio prazos. "A expectativa é que a demanda por combustíveis de aviação no Brasil deverá manter a trajetória de alta, impulsionada pela expansão do consumo interno e por eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016", destaca a companhia. Para atender a esse aumento de demanda, que pode atingir patamares entre 20% e 30% maiores em decorrência dos eventos esportivos, a BR Aviation prevê investimentos em suas instalações nos principais aeroportos do País no Plano de Negócios 2011-2015 da Petrobras.
As iniciativas, segundo a companhia, "incluem a aquisição de novas unidades de abastecimento de aeronaves e a entrada em outros aeroportos, como Navegantes (SC), Imperatriz (MA), Foz do Iguaçu (PR), Eirunepé (AM), Macapá (AP) e Ilhéus (BA)". A Petrobras Distribuidora também citou as obras de ampliação e modernização das instalações em Natal, Brasília, Galeão/RJ, Campinas, Guarulhos e Porto Alegre como fatores de estímulo ao aumento da demanda por combustíveis de aviação ao longo dos próximos anos.
Segundo o presidente da Petrobras Distribuidora, José Lima de Andrade Neto, os investimentos anunciados pela companhia deverão garantir capacidade ampliada em 43 milhões de litros mensais de querosene de aviação. "Essa é uma das nossas principais preocupações. Vamos investir para atender a demanda", afirmou o executivo em comunicado.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

0 Parcerias para pesquisar biocombustível de aviação


A Petrobrás e o Centro de Pesquisa Canavieira (CTC) de Piracicaba pesquisam o etanol celulósico, do bagaço da cana, no qual o açúcar é fermentado e produz um etanol mais denso. Para atender o mercado interno de combustíveis e exportar, o setor de cana, que hoje processa 600 milhões de toneladas por ano, teria de aumentar esse volume para 750 milhões de toneladas. Para Alfred Szwarc, consultor de emissões e tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o setor deve reequilibrar-se entre um a dois anos.

Outra frente de pesquisa é o biocombustível para a aviação. Em 2005, a Embraer foi pioneira com o lançamento do Ipanema, primeiro avião a ser produzido em série com motor movido a etanol. Agora, a iniciativa volta-se para aeronaves de grande porte. No final de 2009, a Embraer, a General Electric e a Amyris firmaram uma parceria para avaliar os aspectos técnicos e de sustentabilidade do combustível renovável para jatos que resultará em um voo de demonstração de um E-Jet da Embraer,de propriedade da Azul Linhas Aéreas com motores GE, no início de 2012.

A Embraer também firmou uma parceria com a Boeing e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para criar um grupo de estudos de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis para aviação com a participação da Azul, Gol, TAM e Trip.

O potencial do mercado trouxe ao Brasil a americana Amyris que iniciou a produção do farneseno, mistura de moléculas de carbono e álcool, para produzir querosene aeronáutico, com investimentos entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões até 2020. "Escolhemos o Brasil porque tem uma indústria de cana bem estabelecida", explica Joel Velasco vice-presidente sênior de relações externas da Amyris. A empresa tem parcerias com Cosan, Bunge, Guarani, além da São Martinho, para ter acesso a até 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar esmagada por ano.

Além da fábrica em Piracicaba, abrirá outras em Pradópolis e Brotas, ambas no interior de São Paulo. Além do Brasil e Estados Unidos, a Amyris tem operações na Espanha e projeta uma produção entre 40 e 50 milhões de litros de farneseno até 2012, com previsão de triplicar o volume em 2013. Devido às inúmeras certificações exigidas pela indústria de turbinas e da Aeronáutica para homologar o bioquerosene, os voos comerciais devem começar a partir de 2015.


Fonte: Valor Econômico, via: Clipping

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