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domingo, 30 de outubro de 2011

0 Aeroporto de Feira de Santana será operado pela iniciativa privada


O governo do Estado deverá concluir até o final deste ano a proposta de concessão dos aeroportos de Feira de Santana e Teixeira de Freitas, que serão operados pela iniciativa privada.

A proposta foi anunciada nesta terça-feira, 27, pelo senador Walter Pinheiro (PT), durante a audiência pública de apresentação do orçamento e do Plano Plurianual nacional, na Assembleia Legislativa, e confirmada pelo secretário de Infraestrutura e vice-governador Otto Alencar.

A concessão dos aeroportos baianos será feita com base no novo marco regulatório do setor, que permite a concessão dos aeroportos a empresas privadas. Segundo o secretário Otto Alencar, o governo quer replicar nos aeroportos do interior baiano a experiência de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande Norte – primeiro aeroporto do Brasil a ser concedido dentro das novas regras, que será operado nos próximos 25 anos pelo consórcio privado Inframérica.

Além de Feira e Teixeira de Freitas, o governo do Estado também estuda a possibilidade de conceder os novos aeroportos que serão erguidos em Vitória da Conquista e Ilhéus. Orçado em R$ 30 milhões, o aeroporto conquistense será construído com recursos públicos previstos no orçamento de 2012 do Programa de Aceleração do Crescimento.

Pela proposta que está sendo delineada, a concessão seria feita após a conclusão da obra e teria como foco a operação do novo terminal. No caso de Ilhéus, contudo, a decisão sobre a concessão deverá partir da Infraero, responsável pela operação do aeroporto que será construído como parte do complexo Porto Sul.

O terreno para a construção já foi desapropriado, mas recursos para a obra ainda não estão garantidos. O secretário Otto Alencar afirma que a modernização e a ampliação do aeroporto de Feira de Santana são prioridades do governo estadual no setor aeroportuário.



Fonte: A Tarde Online

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

0 Mecado define investimentos para aeroportos nacionais



Segurança, tecnologia, crescimento sustentável e privatização foram temas tratados durante seminário internacional da Airport Infra Expo


Integração entre aeroporto e cidade, tecnologia, segurança, crescimento sustentável de complexos aeroportuários e modelos de privatização são temas recorrentes quando se trata da preparação do Brasil para lidar com a alta demanda pelo transporte aéreo e para organizar os eventos esportivos dos quais será sede nos próximos anos.

A complexidade é intensa porque o tema é multifacetado já que interfere em diversos aspectos: Do econômico ao social, do logístico ao científico. Essa diversidade de elementos complementares ficou evidente na primeira edição do Seminário Internacional de Infraestrutura Aeroportuária da América Latina, realizado em São Paulo, durante a Airport Infra Expo, este ano.

Mais de oitenta palestrantes internacionais se reuniram para analisar o atual cenário da indústria aeroportuária da América Latina, especialmente do Brasil, e propor novas diretrizes para solucionar os gargalos já identificados. Uma das conclusões a que chegaram palestrantes e público presentes é que o tempo é escasso para tamanha urgência, mas que, frente ao desafio, não resta ao país nada mais que arregaçar as mangas e começar a desenrolar esta novela.

O primeiro passo, disseram os especialistas, é fazer com que as diferentes forças atuantes interajam de forma produtiva e complementar, fazendo o processo de passageiros nos aeroportos mais fluídos e eficientes.

Na seqüência, a introdução da tecnologia, seja em equipamentos ou em processos, em cada uma das etapas, fazendo-as interligadas, comunicando-se de maneira a constituir um único processo, facilitando o seu controle, a sua aferição e, por conseqüência, sua qualidade.

E, finalmente, a disposição – sine qua non – de todos os envolvidos a cederem em parte para ganhar no todo, ou seja, uma postura propícia ao consenso em prol do desenvolvimento do transporte aéreo.

Aeroporto-cidade

Para falar sobre a questão da integração entre aeroporto e cidade, questão relevante para aeroportos em fase de expansão, como é o caso do Brasil, que se prepara para lidar com um aumento inédito no número de usuários, o CEO do Aéroports de Paris Management, Jean Marie Chevallier empregou sua experiência para argumentar que a expansão dos complexos aeroportuários implica na inclusão de atividades comerciais dentro ou nos arredores do aeroporto que complementam os serviços primários para dar mais conforto e comodidade aos passageiros, otimizando o tempo gasto nos terminais.

“Há uma atração imediata dos investidores quando o assunto é aeroportos em função do rápido acesso e do intenso fluxo de consumidores que transitam nele. Hoje em dia, os aeroportos estão se transformando em pequenas cidades, com intenso desenvolvimento de atividades não ligadas à aviação”, comenta.

Um exemplo disso é o aeroporto de Incheon, que se transformou no principal aeroporto do mundo em apenas 10 anos, apostando principalmente no tríduo velocidade, conveniência e segurança: A agilidade foi garantia baixando de 60 para 16 minutos o processo de partidas e de 45 para 12 minutos as chegadas; A segurança ganhou eficiência por meio de sistemas com tecnologias modernas, processo eficientes e pessoas treinadas.

Um diferencial inusitado, contudo, é o modo como Incheon apostou na conveniência, transformando-se em um espaço cultural. De acordo com o CEO CW Lee, cerca de 33 milhões de passageiros usam o aeroporto e, em função da redução do tempo no processo, foi registrado US$ 1,3 bilhão de receita em vendas na área comercial, terceiro melhor resultado do mundo.

“Queremos que os passageiros sintam-se confortáveis e para isso oferecemos a maior quantidade possível de serviços. Para nos diferenciar dos outros aeroportos, implementamos o conceito de aeroporto cultural: Temos mais de 400 eventos culturais por ano”, conta Lee.

Atualmente, o aeroporto passa por um processo para se transformar em um “Aircity”. Lee explica: “Começamos a desenvolver o conceito de Aircity com um centro de convenções, shopping Center, parque aquático e estamos em negociação com uma importante rede de resorts para construir um novo empreendimento”.

Já Chevallier ressalta a necessidade de integrar o crescimento do aeroporto com seu entorno. Ele cita o caso do Charles de Gaulle, distante 30 km do centro de Paris, com tamanho equivalente ao dobro do de Guarulhos. Criado em 1964, o aeroporto já chegou a atender a 61 milhões de passageiros em 2008, pouco antes da crise. Hoje é o principal hub da Europa, com quatro pistas e três terminais, ainda com planos de expansão.

“A estrutura [do aeroporto] está submetida à política local em questões como meio ambiente, ruído, emissões de gases poluentes, emprego de mão de obra local e transporte público. O desenvolvimento da cidade-aeroporto é uma condição imposta pelos distritos para a expansão”, conta Chavallier.

Concessões

Assunto que ainda divide opiniões no cenário brasileiro, a concessão de aeroportos carece de um modelo adequado; Esse foi o foco da palestra do chefe de aeroportos da IATA, David Stewart, com experiência de quase 30 anos na execução de planos diretores. Para ele, existem dois modelos básicos, ambos com casos bem sucedidos e outros nem tanto: A venda completa dos ativos e a concessão por longo período de tempo, “que tende a ser muito benéfico pela contínua receita que gera para o governo”, recomenda.

O principal fator para o sucesso da concessão, segundo Stewart, é saber avaliar e quantificar o que se pretende com a ação. “Definir um objetivo é mandatório para o planejamento de um modelo de relacionamento com a iniciativa privada”, diz. Além disso, um plano diretor, ele acrescenta, ajuda a evidenciar o potencial do aeroporto, mas é preciso evitar o detalhamento excessivo na proposta de licitação: O excesso de imposições pode tornar a obra impraticável. Para evitar erros, uma boa saída é recorrer à expertise dos aeroportos internacionais e “consultar os players do sistema” para se ter uma criteriosa atitude quanto aos investimentos para evitar surpresas.

“Deixem os especialistas decidirem como entregar, apenas especificando claramente o que se espera do aeroporto, o nível de serviço, o número de funcionários, a velocidade de processamento, usado padrões e benchmarcks internacionais para definir como se espera que o aeroporto funcione e deixem que os especialistas sugiram como fazer isso”, orienta.

Tecnologia aplicada à segurança

Entender as especificidades do país é também uma prerrogativa para a adoção de tecnologia que gerem mais segurança e comodidade aos passageiros. Cada região tem demandas específicas de segurança que devem ser consideradas. Desde os ataques terroristas de 11 de Setembro, por exemplo, as tecnologias aplicadas à segurança modernizaram-se vertiginosamente. Entretanto, nem todas são adequadas ao Brasil, onde o risco de seqüestro de aviões é muito baixo.

O executivo Eduardo Parodi, diretor de vendas e marketing para América Latina e Caribe da Smiths Detection, empresa de equipamentos de segurança, enfatizou que é preciso entender o que o Brasil precisa em termos de segurança e detectar o nível de ameaça existente para oferecer as melhores soluções a passageiros e à infraestrutura dos aeroportos.

Ele enfatizou que privilegiar o preço ao se adotar novas tecnologias é um erro: “Precisamos encontrar a melhor relação entre custo e benefício para os requisitos propostos. Nenhum passageiro quer entrar em um aeroporto e perceber que nove das 10 máquinas de raios-x não estão em funcionamento, porque o governo comprou as mais baratas”.

Para se garantir a segurança em um aeroporto é antes necessário que haja boa fluidez de passageiros, quesito que deve ser igualmente considerado, conta Parodi. “O check point do futuro seria um sistema que permitisse um fluxo contínuo de passageiros e que mantivesse a segurança de todos”.

Das tecnologias em desenvolvimento, Parodi destaca o escaneamento remoto, o sistema de inspeção com múltiplos ângulos para cargas e raio-x para pessoas. “É preciso sempre ter em mente como maximizar o uso dessas tecnologias, reduzir o espaço físico necessário, diminuir o número de pessoas envolvidas na operação e criar mais eficiência”.

Mudanças climáticas

De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, o setor de aviação é responsável por 2% da emissão de CO² provocada pelo homem. A percentagem pode parecer baixa, mas dado o alto crescimento previsto para o setor, a escala de aumento pode ser alarmante.

Medidas para aumentar a eficiência de aeronaves e reduzir emissão de carbono já estão em prática. Aviões com motores mais eficientes, como por exemplo o Airbus A380 que emite a mesma quantidade de CO² por 100 passageiros por quilômetro que um automóvel pequeno, são ações interessantes, mas que isoladas não geram o efeito necessário.

Por esse motivo, a indústria aeroportuária mundial se reuniu em 2008 em Genebra, Suíça, para assinar um acordo sobre mudanças climáticas; No ano seguinte desenvolveu-se um programa baseado no Protocolo de Kyoto visando à neutralidade de Carbono na atividade aeroportuária.

“Em 2009, apenas 17 aeroportos se interessaram. Hoje são 43, representando 43% do tráfego aéreo na Europa; Já totalizamos uma economia de 749 mil toneladas de CO² e assumimos o desafio de ganhar 1,5% ao ano em eficiência de combustível entre 2010 e 2020. No final do período, seremos 17% mais eficientes. Nenhum outro setor no mundo se comprometeu desta maneira”, comenta o diretor de iniciativas ambientais IATA, Paul Steele.

Outra solução apontada por pesquisas para a redução de impactos foi a utilização de biocombustíveis. Steele prevê que até o fim deste ano haverá uma proporção igual entre as duas opções de combustíveis.

Desafios

Um consenso entre os participantes do seminário foi o sucesso do empreendimento, realizando num momento crucial para a indústria aeroportuária brasileira, o que cumpre com maestria a proposta original do evento, que era reunir alguns dos principais especialistas do mundo para propor soluções para o setor.

O desafio agora é levar adiante o que foi discutido nos 18 painéis envolvendo os vários participantes da cadeia para que de fato se coloque em prática a missão da Airport Infra Expo, que é catalisar o desenvolvimento do setor aeroportuário na América Latina.


Fonte: Airport News


segunda-feira, 6 de junho de 2011

0 POA - Terminais com maior capacidade



As obras de ampliação do Terminal 2 do aeroporto, o Salgadinho, também iniciarão em 80 dias e deverão aumentar a capacidade de atendimento de 1,5 milhão para 2 milhões de passageiros por ano. Para isso, serão investidos R$ 2,5 milhões na ampliação das salas de embarque e desembarque - esta contará com a implantação de mais uma esteira de bagagens e a instalação de ar-condicionado.

O projeto que ampliará o pátio do Terminal 1 do Aeroporto Salgado Filho está em fase de contratação e o edital deverá ser lançado até outubro deste ano. Carlos Souza adiantou que haverá mais uma sala para embarque de passageiros e com oito pontos de embarque (fingers), além do mesmo número de vagas para o estacionamento de aeronaves. A ampliação custará R$ 400 milhões e a previsão é de conclusão é em dezembro de 2013.

Segundo Souza, estes novos investimentos se somam aos constantes recursos aplicados nas melhorias do terminal, como os cerca de R$ 4,5 milhões destinados à revitalização dos dez fingers do Aeroporto. Os trabalhos, iniciados em abril deste ano, compreendem a atualização dos componentes mecânicos e eletrônicos, entre equipamentos e software, e também a reformulação dos sistemas de climatização.


Fonte: Correio do Povo

sexta-feira, 3 de junho de 2011

0 Aeroporto Afonso Pena pode receber até R$ 72,8mi. para obras



O Aeroporto Internacional de Curitiba, o Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, receberá R$ 72,8 milhões. O repasse faz parte do total de investimento que os 12 aeroportos localizados nas cidades-sede da Copa do Mundo receberão investimentos até 2014 e que totalizarão de R$ 5,6 bilhões. A informação foi divulgada ontem pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Desse total, a estatal será responsável por cerca de R$ 5,2 bilhões e os outros R$ 408 milhões serão investidos pela iniciativa privada.
De acordo com a Infraero, os investimentos pretendem ampliar a capacidade dos 13 aeroportos sob sua administração, considerados estratégicos pelo governo federal. Pelo cronograma de investimentos divulgado pela estatal, o aeroporto de Guarulhos (SP) receberá R$ 1,2 bilhão, o de Brasília, R$ 748,4 milhões e o de Confins (MG), R$ 408,6 milhões.Os investimentos nos demais aeroportos são os seguintes: Cuiabá vai receber cerca de R$ 87,5 milhões; Fortaleza, R$ 279,5 milhões; Manaus, R$ 327,4 milhões; São Gonçalo do Amarante (RN), R$ 168,9 milhões; Porto Alegre, R$ 345.8 milhões; Recife, R$ 19,8 milhões; Galeão (RJ), R$ 687,3 milhões; Salvador, R$ 45,1 milhões; e Viracopos, (SP) R$ 742 milhões.


Fonte: Bem Paraná

sábado, 28 de maio de 2011

0 Com aumento de investimento para aeroportos, estrangeiros miram Brasil

(Aeroporto de Iguatu - CE , deve ser um dos Beneficiados)


A Secretaria Nacional de Aviação Civil aprovou a primeira fase do Plano de Investimentos do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa) de 2011. Essa primeira fase, segundo portaria publicada ontem no Diário Oficial da União, contempla apenas aeroportos de menor porte, que atendem à aviação regional e contará com aportes de R$ 103 milhões.

E essa medida foi o bastante para investidores estrangeiros melhorarem suas expectativas para o cenário turístico brasileiro. De acordo com Calbert Martins Filho, secretário nacional do programa de desenvolvimento do turismo essas medidas são o suporte necessário para ampliação de recursos no Brasil. "Com mais aeroportos em lugares estratégicos, principalmente no norte e nordeste muitos investidores terão ainda mais confiança na infraestrutura brasileira", diz.

Segundo a portaria, a União disponibilizará aportes para obras nos aeroportos de Marechal Thaumaturgo (AC), Barreiras (BA), Vitória da Conquista (BA), Iguatu (CE), Linhares (ES), Anápolis (GO), Bacabal (MA), Campo Grande (MS), Dourados (MS), Breves (PA), Fernando de Noronha (PE), Cabo Frio (RJ), Ji-Paraná (RO), Caxias do Sul (RS), Vacaria (RS), Passo Fundo (RS), Rio Grande (RS) e Santo Ângelo (RS).
"Esse tipo de medida do governo não apenas incentiva o capital estrangeiro, como também motiva quem já está aqui", diz Jorge Rebelo, presidente da Vilá Gallé.

"Hoje, com o crescimento do poder aquisitivo da Classe C, notamos um grande crescimento de viagens domésticas que antes não se faziam no Brasil e também nos motiva a continuar ampliando investimentos", continuou o executivo.

Os recursos para os aeroportos regionais, de acordo com as informações do diário oficial, estão previstos no programa de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária. Para o repasse dos valores disponíveis para cada obra, será necessário um termo de convênio que irá detalhar os compromissos dos Estados, que deverão dar uma contrapartida financeira. Essa contrapartida será de 15% no caso dos empreendimentos estarem localizados nas áreas prioritárias definidas no âmbito da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), nas áreas da Sudene, da Sudam e da Sudeco.

"O Ceará está preparado para receber este aporte e hoje contamos com dois espaços reservados para aeroportos", afirmou Bismark Mayer, secretário de Turismo do Estado do Ceará.

Fonte: DCI

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