
São Paulo – Ainda não é certo, mas a fusão entre a Azul e Trip, anunciada na semana passada, pode resultar no desaparecimento de uma das duas marcas no mercado de aviação comercial no Brasil.


"Foi um mês bem complicado, com agravamento da situação na Europa, a saída de dois (primeiros) ministros e eleição de mais um", disse o diretor da Ativa Corretora Álvaro Bandeira, lembrando da saída de Sílvio Berlusconi e de George Papandreou dos governos da Itália e Grécia, respectivamente, além da eleição de Mariano Rajoy como primeiro-ministro da Espanha.
"Mas dezembro deve ser um mês de menor estresse, neutralizando um pouco as perdas do ano", opinou.
O analista William Alves, da XP Investimentos, endossa a expectativa mais otimista para o próximo mês e também para a situação na zona do euro.
"A partir do momento em que grandes países são envolvidos (na crise), como Itália, isso exige que a Europa e os bancos centrais tomem uma ação coordenada. Cada vez mais caminha para uma solução". A expectativa para dezembro é de um mês mais positivo", ressaltou.
Já o chefe da divisão de corretagem da Mirae, Pablo Spyer, considerou que o comportamento do índice continuará dependendo das informações sobre a crise na Europa."Os títulos da dívida italiana dispararam, o Berlusconi caiu, mudou o governo na Grécia, as agências de risco ameaçaram rebaixar toda a Europa, os Estados Unidos não chegou a um acordo para reduzir a dívida pública".
Para ele, nesta quarta-feira o mercado se deparou com notícias realmente positivas, como o corte da taxa de depósito compulsório pela China e o anúncio de uma ação coordenada entre os principais bancos centrais das economias desenvolvidas, contra a crise europeia. "Essa foi a melhor notícia desde que se aprofundou as preocupações com a Europa", disse.
No Ibovespa, a maioria das ações subiram. Gol, a líder, subiu 7,06 por cento, a 13,50 reais. O setor financeiro, o que mais contribuiu para elevar o índice, teve na dianteira Itaú Unibanco, com ganho de 5,98 por cento, a 31,90 reais.
Entre as blue chips, a preferencial da Petrobras subiu 2,99 por cento, a 22,05 reais, enquanto a da Vale teve leve alta de 0,46 por cento, a 39,03 reais.
Marfrig foi o destaque de queda, caindo 8,77 por cento, a 8,22 reais.
Fonte: Exame/Abril

SÃO PAULO - Em novembro, as passagens aéreas subiram 4%, em média, ante uma alta de 14,23% em outubro, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira (23) no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em 12 meses, o preço das passagens já acumula alta de 68,22%, sendo o Rio de Janeiro a capital que teve a maior alta, de 84,03%.
Com o aumento no mês, os preços das passagens acumulam, nos 11 primeiros meses do ano, alta de 56,31%.
Neste caso, o destaque é o Rio de Janeiro, que registrou alta de 71,31%. Recife e Fortaleza aparecem em seguida, com acréscimos de 65,74% e 66,52%, respectivamente.
Das 11 capitais analisadas pelo instituto, o destaque ficou com Fortaleza, com alta de 11,15% em novembro frente ao mês anterior. Por outro lado, Belo Horizonte registrou queda 2,34%.
| Variação do Preço das Passagens Aéreas | |||
|---|---|---|---|
| Capital | Novembro | No ano | 12 Meses |
| Rio de Janeiro | 9,53% | 71,31% | 84,03% |
| Porto Alegre | 1,21% | 57,86% | 73,39% |
| Belo Horizonte | -2,34% | 48,32% | 48,83% |
| Recife | 6,99% | 65,74% | 82,85% |
| São Paulo | 3,76% | 47% | 65,64% |
| Distrito Federal | 5,55% | 51% | 65,34% |
| Belém | - | - | - |
| Fortaleza | 11,15% | 66,52% | 86,18% |
| Salvador | 6,75% | 57,21% | 73,86% |
| Curitiba | -2,10% | 60,31% | 73,71% |
| Goiânia | 4,62% | 60,37% | 63,81% |
| Nacional | 4% | 56,31% | 68,22% |
| Fonte: IBGE | |||
Transportes
A desaceleração registrada no preço das passagens aéreas contribuiu para conter o aumento no grupo Transportes - que, além das passagens aéreas, é composto por ônibus urbano, táxi, trem, ônibus intermunicipal, ônibus interestadual, ferry-boat, metrô, barco e transporte escolar -, cuja variação foi de apenas 0,02% neste mês, ante 0,57% em outubro.
Porto Alegre e Curitiba foram as capitais onde o transporte teve a maior alta, de 0,68% e 0,43%, nesta ordem. Neste mês cinco de 11 capitais registram queda.
De janeiro a novembro, o grupo já acumula alta de 6,13%. Os destaques de alta são Curitiba (7,67%), Belo Horizonte (7,43%) e Rio de Janeiro (6,70%). Os menores aumentos foram registrados em Recife (3,17%) e Salvador (3,25%).
Já em 12 meses, os transportes ficaram 6,31% mais caros. Em Curitiba, o grupo registrou aumento de 7,56%, sendo este o mais intenso. Em seguida, vêm Belo Horizonte (7,51%), Rio de Janeiro (7,18%) e São Paulo (6,58%).
Fonte: Economia/UOL
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