sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
0 Governo Federal investirá em novos aeroportos no CE
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
0 Companhia aérea vai interligar as capitais do Nordeste
O Nordeste terá, até o fim deste ano, uma companhia aérea 100% regional. É a empresa Voa Brasil Linhas Aéreas, pertencente a uma holding norte-americana, a Falcon Jet (Miami), que detém 20% de participação, e a grupos brasileiros cujos nomes ainda não foram divulgados, mas que detém 80% das ações.
A nova empresa aérea regional pretende interligar todas as capitais do Nordeste e as capitais dos estados próximos à região. Para isso, estima investimentos de US$ 700 milhões.
Segundo Dilson Prado, diretor comercial da nova companhia, a sede da empresa será em Petrolina (PE). “O que definiu foi o apoio do governo estadual no que se refere a incentivos fiscais e redução na tarifa de combustíveis”, afirma.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
0 Secretário de Aviação Civil explica recursos de fundo
Segundo o ministro, o programa seria beneficiado pelas concessões. “Os recursos que virão das concessões, tanto a contribuição sistêmica como o percentual que pode ser cobrado sobre faturamento bruto dos aeroportos, vão se somar ao recurso do fundo público. Com isso, poderemos ajudar a construir uma malha nacional de aviação regional", concluiu. Ele participa da 6ª edição do Abetar, em Brasília.
Fonte: Panrotas
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
0 SP quer PPP em novo aeroporto para aviação regional
De acordo com o vice-governador Guilherme Afif Domingos (PSD), o grupo que ganhar a concessão vai ficar responsável também por toda a rede estadual, que soma mais de 30 aeroportos. "Não seriam voos de grandes jatos. Ele vai servir à aviação regional no Estado, norte do Paraná e Triângulo Mineiro. A ideia é articular esse novo aeroporto com outros do interior paulista, que precisam ser melhorados", afirmou.
As conversas com o governo federal para conseguir a licença de operação, no entanto, ainda não aconteceram. Segundo o vice-governador, o projeto começará a ser esboçado depois que o processo de privatização dos aeroportos federais em São Paulo terminar - o cronograma inicial previa que os leilões iriam acontecer neste mês, mas acabaram sendo remarcados para janeiro.
O governo de São Paulo acredita que o projeto tem condições de atrair grupos de investidores estrangeiros, mesmo em meio à crise internacional. "Esse aeroporto tem que ter foco. Não podemos competir com aqueles que têm voos internacionais. Vamos criar uma obra considerada o patinho feio do sistema. Hoje em dia não conseguimos os investimentos por causa da superlotação nos aeroportos atuais. Há muita demanda reprimida no Estado por voos regionais e vamos entrar nesse nicho", disse o vice-governador.
"Com a crise na zona do euro, o capital estrangeiro procura projetos viáveis em outras regiões. Eles podem entrar com a maior parte do dinheiro e investidores nacionais com o conhecimento para realizar a obra", afirmou Afif. Caieiras, Mogi das Cruzes e a região do ABC paulista estão entre os locais cotados para a construção do novo aeroporto.
Fonte: Valor Online
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
0 Brasil será 4º mercado mundial de voos regionais em 2030

Em entrevista em São Paulo, o vice-presidente executivo de Airbus para a América Latina e o Caribe, Rafael Alonso, detalhou que o Brasil precisaria de 700 aeronaves comerciais de mais de 100 passageiros até 2030 para atender o aumento da demanda.
O volume de receita, equivalente a US$ 82 bilhões, vai colocar o Brasil como o sétimo maior mercado para aviões em escala mundial.
A demanda de novas aeronaves no conjunto da América Latina chegará a 2 mil unidades até 2030, o que representa um mercado de US$ 197 bilhões pelos cálculos da companhia.
Alonso destacou que o tráfego aéreo medido em RPK da América do Sul vai atingir crescimento anual de 6%, acima da média mundial, que prevê avanço de 4,8%.
Segundo o diretor, 70% do tráfego aéreo mundial será concentrado em países emergentes dentro de 20 anos, devido em parte ao impulso de mercados como o do Brasil, que cresce a ritmo superior à região, após registrar aumento de 87% em assentos oferecidos entre 2000 e 2010.
Entre as causas do aumento do mercado brasileiro de aviação civil está o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a expansão da classe média e o desenvolvimento do setor turístico, enumera a Airbus.
Alonso explicou que apesar das turbulências internacionais, a previsão da companhia é que o 'tráfego tem de continuar crescendo de forma sistemática', já que o volume de passageiros dobra no mundo a cada 15 anos.
O diretor disse que a Airbus concentra 72% dos pedidos brutos do mercado mundial, a frente da Boeing, líder até a década de 90, e previu a entrada de novos concorrentes nos próximos anos, fenômeno que classificou como positivo para as companhias e para os passageiros.
Fonte: Exame/Abril
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
0 Estudo define critérios de investimento em AEROPORTOS regionais
Os critérios defendidos pela Abetar são resultado de um estudo realizado pela entidade em 174 cidades brasileiras de todas as regiões do país. O levantamento, feito em parceria com Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília (UnB), tem o objetivo de orientar o investimento público.
“Queremos definir prioridades baseadas nos planos de investimentos das empresas, no atrativo turístico ou na existência de infraestrutura hoteleira”, explicou o dirigente da Abetar. O estudo confere notas e faz projeções sobre o crescimento do tráfego aéreo nos municípios a partir da entrada em operação de cada um dos 174 aeroportos.
Em muitas cidades existem pistas de pouso, mas faltam outros requisitos para a obtenção da licença de operações concedida pela Agencia Nacional de Aviação Civil. Para obter essa licença, os aeroportos regionais devem ter um terminal de passageiros, tamanho da pista adequado, pátio para o estacionamento de aeronaves, equipe de corpo de bombeiros, estacionamento para veículos, iluminação, cerca patrimonial e equipamentos de segurança (raios X).
O tamanho da pista, do pátio de estacionamento de aviões e dos demais equipamentos é definido com base no tipo de operação que ele vai realizar. O ministro do Turismo, Pedro Novais, firmou compromisso avaliar a proposta e, se necessário, encaminhá-la para a área técnica.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
0 Aeroporto de Juazeiro iniciará obras de recepção
Juazeiro do Norte. Começam, no próximo dia 1º, as obras referentes aos Módulos Operacionais Provisórios (MOPs), no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes. Ainda não foi formalizada, por meio da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a passagem da administração do Estado para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O acordo para que isso ocorra foi fechado semana passada, em Brasília, em reunião com a autoridades locais e o presidente da Infraero, Gustavo do Vale. Ele assinou ordem de serviço no valor de R$ 4 milhões para início da obra.
O superintendente do aeroporto, Roberto Germano, afirma que serão seis meses para que os novos espaços destinados ao embarque e desembarque de passageiros estejam prontos. De início, foi construída uma casa de força na área próxima ao local onde serão construídos os MOPs, para dar suporte à rede elétrica do local. Essas serão as primeiras providências a serem tomadas após a assinatura do repasse definitivo da administração do Estado para a Infraero. Antes, a administração ocorria, desde 2001, em forma de convênio entre o Governo do Ceará e o órgão federal, o que vinha causando lentidão nas obras de ampliação e melhorias no espaço.
A meta este ano é que se ultrapasse o número de 300 mil embarques e desembarques, com o crescimento que o equipamento vem obtendo nos últimos anos. Com a construção dos MOPs, o aeroporto terá sua capacidade ampliada para 500 mil usuários dos serviços por ano. Atualmente essa capacidade é de 50 mil. Segundo o superintendente, com as pequenas reformas internas realizadas no intuito de melhorar o espaço para os passageiros, essa expectativa de público pode ser ampliada para até 600 mil passageiros por ano.
Somente este ano, houve a duplicação no número de voos de Juazeiro para as principais praças do País. São oito voos diários com 16 operações de embarque e desembarque. No mês de maio, eram apenas quatro. O último deles iniciou no dia 22, pela empresa Passaredo. Em julho passado, o aeroporto regional teve uma movimentação recorde de quase 35 mil passageiros.
Maior demanda
A mobilização para que a Infraero assumisse definitivamente o aeroporto já vem ocorrendo há vários anos. O crescimento da região, com a vinda de novas indústrias e principalmente das universidades, aumentou consideravelmente a demanda do aeroporto. A intervenção do Ministério Público Federal (MPF) solicitando, por meio de ação, a urgência das melhorias e a determinação da Justiça Federal à Infraero, além da mobilização da sociedade, fizeram parte das mobilizações que culminaram com o fim da questão burocrática. O Estado havia doado a área territorial do aeroporto ao Governo Federal.
O aeroporto atende toda a região do Cariri e cidades de alguns Estados próximos, como Pernambuco e Paraíba. Por conta da lentidão na transferência do aeroporto, as obras de ampliação e restauração ficaram paradas durante os últimos anos. Além da construção dos boxes para embarque e desembarque, deverá ser feita reforma da pista.
Todos os voos estão com a capacidade ampliada de passageiros, já que houve a tão esperada homologação da pista de pouso, este ano, possibilitando o início de operações de aeronaves de maior porte. Esse reconhecimento diz respeito ao aumento da pista de pouso, por meio do convênio entre Estado e Infraero, que apenas administrava o equipamento. Agora, a expectativa é na compactação da pista, que poderá aumentar a capacidade para aviões com até 180 passageiros.
FIQUE POR DENTRO
Horário de voos
empresa Passaredo: Juazeiro a Fortaleza - 23h20, com chegada na Capital às 00h06 todos os dias da semana. Para Salvador, os voos partem as 7hs e de lá seguem para Vitória da Conquista e Guarulhos (SP); Gol: 1h40, sai do Rio de Janeiro via Fortaleza e Juazeiro; embarque em Juazeiro às 3h55 para Fortaleza e Rio de janeiro; Azul: 2h05 de Campinas a Juazeiro; embarque em Juazeiro às 3h25 para Campinas; Avianca: 8 h, de Guarulhos a Juazeiro; embarque em Juazeiro às 9h15 para Guarulhos; 13h55, Juazeiro/ Fortaleza/ Brasília; embarque às 14h25 de Juazeiro, para Fortaleza e Brasília; 15h55, Brasília/ Fortaleza/Juazeiro; embarque às 16h20 em Juazeiro para Brasília e São Paulo. Gol: 15 h, de Brasília/ Recife/Juazeiro; embarque às 15h40 de Juazeiro, para Recife e Brasília.
MAIS INFORMAÇÕES
Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, Avenida Virgílio Távora, 4000, Juazeiro do Norte (CE)
Telefones: (88) 3572.0700 / 3572. 2118
PESQUISA NACIONAL
Aviação regional apresenta crescimento de 123,9%
Juazeiro do Norte. A aviação tem crescido no interior do País. A análise feita pelo Ministério do Turismo (Mtur) tem identificado os locais prioritários para investimentos em infraestrutura do setor. Em Juazeiro do Norte, não seria diferente, com as frequentes inserções de novas empresas aéreas e o aumento da demanda de passageiros. A aviação regional tem apresentado os mais altos índices de crescimento do setor aeroviário, com resultados significativos nas operações das companhias, que chegaram a 123,9% de crescimento no primeiro semestre de 2011, em relação ao mesmo período de 2010.
A pesquisa demonstra um registro recorde de embarques e desembarques domésticos em julho. O único aeroporto do Sul do Estado, este ano, teve recorde de passageiros no mês de julho. Já se somam, desde o último dia 22 deste mês, 16 embarques e desembarques diários. Até o mês de maio era a metade desse número. Mas as reclamações em relação a estrutura do equipamento ainda são frequentes.
O investimento inicial para construção dos Módulos Operacionais Provisórios (MOPs), não será suficiente para resolver todas as dificuldades. Uma delas está relacionada ao estacionamento, para 60 carros apenas. A cada voo que chega, as vagas se tornam insuficientes.
O objetivo dos novos investimentos nos aeroportos regionais é estimular o desenvolvimento das rotas de baixa e média densidade de tráfego e o aumento do número de cidades e Municípios atendidos pela aviação regional. Com isso, a cidade juazeirense poderá ganhar em termos de apoio, principalmente, voltado para o turismo religioso, centralizado em maior número na cidade de Juazeiro do Norte.
Mesmo com os R$ 160 milhões investidos desde o ano de 2003, para obras de infraestrutura nos aeroportos regionais brasileiros pelo Ministério do Turismo, poucos foram os investimentos revertidos em melhorias para o aeroporto local. Esses repasses tiveram como objetivo a revitalização de pistas, construção de terminais de embarque e desembarque, aquisição de equipamentos e outras realizações fundamentais para a recuperação e modernização aeroportuária, para elevar o potencial turístico em cidades de pequeno e médio porte.
Financiamentos
Os novos investimentos por meio do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) já levaram à aprovação do Cofiex em US$ 1,9 bilhão de financiamentos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento e à Corporação Andina de Fomento, para o atendimento a 24 áreas turísticas prioritárias. Elas vão do Seridó, no Rio Grande do Norte, à Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, passando pelo agreste paraibano, pelo Jalapão tocantinense e pela serra fluminense.
As companhias aéreas regionais são aquelas que operam com aeronaves com até 120 assentos, em aeroportos secundários, que podem ser classificados a partir do movimento de passageiros e de aeronaves, ou ainda por características próprias do Município.
Hoje, o Cariri conseguiu chegar a essa média de operação com números de passageiros. Esse número poderá chegar a 180 com a compactação da pista. É previsto em médio prazo a inserção de voos internacionais para a região.
Elizângela Santos
Repórter
A aviação regional tem apresentado os mais altos índices de crescimento do setor aeroviário. As operações das companhias aumentaram crescimento no primeiro semestre de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
0 Jatinhos vão lotar aeroportos
Aviões pequenos dividem espaço com os de médio e grande portes. Passageiros se arriscam ao embarcar no jatinho enquanto caminhão faz abastecimento no Augusto Severo, em Natal
FOTO: ALEX COSTA
Variação e inconstância da moeda americana fizeram com que os turistas brasileiros ficassem desestimulados
DIVULGAÇÃO
Esse é o principal alerta da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), que representa o setor de aviões e helicópteros particulares ou operados por empresas de táxi aéreo, que atuam dentro do País prestando serviços de transporte não regular. Conforme a entidade, a estimativa de avanço do segmento merece mais atenção por parte das autoridades. "A gente tem crescido quatro ou cinco vezes mais do que a elevação do PIB, que neste ano, tem projeção de 4,5%, enquanto a aviação executiva deverá avançar entre 18% e 22%", coloca o presidente da Abag, Francisco Lyra.
O dobro de aviões
Segundo ele, a previsão é de que, durante a Copa do Mundo, a movimentação desse tipo de aeronave praticamente duplique. "Atualmente, são 1.214 unidades em atividade no Brasil. A expectativa é de que esse número seja ampliado em 1.000 jatinhos. Todos trarão pessoas do exterior", prevê.
Na opinião dele, não há, hoje, no País, um aeroporto sequer preparado para receber tal aceleração na demanda. Ele conta que, no caso dos terminais nordestinos que irão receber uma movimentação extra por conta das partidas do mundial, o problema pode ser acentuado.
Abastecimento
"Muitos voos da Europa têm de passar por Fortaleza, Natal, Recife, Salvador para reabastecer e realizar os procedimentos de migração. Manaus, na região Norte, passa pelo mesmo, com voos vindos dos Estados Unidos. Então, até em dias que houver jogos apenas no eixo Sul e Sudeste, a movimentação nessas capitais de aviões de pequeno porte será intensa", analisa.
Francisco Lyra ressalta que outro agravante é o espaço destinado para que esse tipo de aeronave fique estacionada. "Em média, um avião comercial passa até uma hora parado no pátio, enquanto que os jatinhos permanecem entre quatro e cinco dias. É preciso reservar um espaço para eles e, atualmente, não existe isso. Onde vamos por mais de mil aeronaves no Brasil, em 2014?", questiona.
Falta discussão
"Ainda não se parou pra pensar em todo o aparato de logística, segurança e conforto que você vai ter que construir para recepcionar esse público. É uma preocupação que deveria estar presente dentro do que está sendo programado para um evento desta grandeza", critica Lyra.
O presidente da Abag indica que a melhor solução é a criação de pequenos terminais exclusivos para esse tipo de aeronave localizados ao lado dos aeroportos internacionais. "A gente precisa aprender mais sobre as soluções utilizadas em outros países. Imitar as coisas boas que já deram certo. Costumo defender que além do terminal de passageiros haja um GAT (General Aviation Terminal) anexo para atender esse segmento", reforça. Segundo ele, os "terminaizinhos" são essenciais.
Em Fortaleza, até já existe algo parecido. Após o surgimento do novo aeroporto Pinto Martins, em 1998, o antigo terminal passou a ser destinado para esse tipo de operação. Contudo, na visão do especialista, só essa mudança não é o suficiente. "Precisa ser customizado, ter sala de espera, instalações de alfândega adequadas para receber os voos internacionais, que não serão poucos. Em Recife, Natal e Salvador, o problema é idêntico. Em geral, infelizmente, esses aparelhos que são considerados de entrada no Brasil precisam de mais investimentos", comenta Lyra.
PASSAGEIRO DIFERENCIADO
Perfil é exigente e formador de opinião
Há uma máxima no comércio em geral de que um cliente bem tratado divulga a sua felicidade com duas ou três pessoas, enquanto isso, em contrapartida, um consumidor insatisfeito espalha seu infortúnio para pelo menos dez outros potenciais consumidores. Verdade ou mito, o fato é que em qualquer lugar do mundo o ponto de vista de determinadas pessoas, os "famosos formadores de opinião", pesa muito mais do que a de "passageiros comuns". E é esse o perfil de visitante que virá com seus convidados "não menos especiais" em seus jatinhos para a Copa do Mundo, em 2014, e irá encontrar, segundo a Abag, um cenário desolador se nada for feito a partir de agora.
Para o presidente da Abag, a estrutura aeroportuária nacional não oferece comodidade nem segurança para receber esse público. "São mais do que só VIPs. Essas pessoas são consideradas VVIPs (Very Very Important People)", enfatiza Francisco Lyra sobre o nível de exigência desse tipo de cliente, que entrará no Brasil por meio dos nossos acanhados terminais.
"A perspectiva é que desembarquem por aqui, em seus voos particulares, os patrocinadores do evento (CEOs, presidentes, diretores e acionistas das principais multinacionais do planeta) e seus parceiros comerciais, a imprensa mundial, autoridades diplomáticas e chefes de Estado", identifica Lyra.
Ganho de tempo
Segundo dele, dois fatores preponderam acerca dos motivos da escolha desses visitantes pela aviação executiva. "Para eles o tempo é essencial. O desembolso é alto, mas sai bem mais caro pra eles perder tempo. Outra razão é a capilaridade desse tipo de transporte. Para se ter uma ideia, no Brasil, a conectividade dessas aeronaves chega a 3.500 localidades. Na aviação regular, a capacidade é bem pequena, são apenas 130 cidades", explica.
ILO SANTIAGO JÚNIOR
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
0 Em 5 anos, aeroportos regionais deixaram de receber R$ 517 milhões

Nesse período, foram destinados R$ 678 milhões ao Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa), fundo que é abastecido com parte da verba arrecadada pela Infraero com tarifas aeroportuárias. Desse total, porém, apenas R$ 161 milhões foram aplicados em projetos de modernização e melhoria de aeroportos, o que equivale a 23,7% do valor disponível nesses cinco anos.
O Profaa foi criado em 1992 com o propósito de ajudar a financiar obras em aeroportos de menor movimento e lucratividade, administrados principalmente por estados e municípios. A principal alegação do governo federal para o baixo aproveitamento das verbas do Profaa é a falta de preparo técnico de estados e municípios na elaboração de projetos. Mudanças de gestão, porém, podem ter colaborado para isso.
Desde 2008, a “caneta” do programa mudou de mãos quatro vezes: passou da Aeronáutica para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), voltou para a Aeronáutica e agora será responsabilidade da Secretaria de Aviação Civil, criada neste ano pela presidente Dilma Rousseff.
Segundo o ministro da SAC, Wagner Bittencourt, a verba do Profaa vai compor o novo Fundo Nacional de Aviação Civil, também criado com o objetivo de financiar melhorias em aeroportos. O governo, porém, estuda outras fontes para irrigar o fundo e aumentar a verba disponível para os investimentos. Uma das possibilidades é taxar a operação de aeroportos sob concessão da iniciativa privada.
Ajuda aos estados
Bittencourt disse que a SAC tem trabalhado em parceria com os estados para garantir a aplicação da verba disponível no Profaa. O resultado disso, afirmou ele, é que em 2011 já foram liberados R$ 101 milhões para projetos em vários aeroportos.
“Nós temos que fazer um trabalho de parceria com os estados, que aplicam o dinheiro do Profaa. E os estados também têm que se estruturar e se capacitar para apresentar bons projetos”, disse. “A gente vai observar ao longo dos próximos anos uma utilização maior desses recursos”.
A SAC informou que ainda não recebeu da Aeronáutica o saldo da verba não utilizada do Profaa nos últimos anos. O G1 enviou na segunda-feira (5) pedido à assessoria da Aeronáutica para que informasse qual o valor desse saldo. Na sexta-feira (9), o órgão informou apenas que ainda vai liberar R$ 41.706.334,37 a 11 convênios em andamento desde 2008 e que esses pagamentos devem seguir até 2013.
Reformulação
O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (Abetar), Apostole Lazaro Chryssafidis, avalia que o Profaa precisa ser reformulado. De acordo com ele, a entidade apresentou sugestões ao ministro Wagner Bittencourt, entre elas a aceleração na aprovação dos projetos, a qualificação dos gestores estaduais para apresentação adequada desses projetos, e que o Profaa passe a aceitar emendas parlamentares, que aumentariam o valor disponível para investimentos.
Estudo feito pela Abetar em 175 pequenos e médios aeroportos nacionais, que ficam em regiões de interesse turístico, apontou a necessidade de investimento de R$ 600 milhões por ano até 2015 para adequar esses aeroportos às exigências de segurança da Anac e para atender ao aumento da demanda por voos.
A Abetar representa 13 empresas aéreas, entre elas a Trip, Avianca e Passaredo, que operam em cerca de 140 desses aeroportos menores. Segundo a entidade, de 2005 para 2010 o número de passageiros transportados pelas empresas de aviação regional passou de 1,7 milhão para 6,5 milhões.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
0 NHT, Mudanças a Vista!
A NHT LINHAS AÉREAS completou no último mes de agosto, 5 anos de operações, voando para 16 destinos nos três estados do Sul e São Paulo, com uma frota composta por seis aeronaves LET-410UVP E-20, com capacidade para 19 passageiros.
Com o aquecimento do cenário econômico nacional, a companhia detectou a necessidade de mudanças estruturais para atender a crescente demanda por bilhetes aéreos regionais.
Um exemplo dessa mudança no panorama econômico é a cidade do Rio Grande, no sul do estado gaúcho, que tem recebido vultosos investimentos da indústria naval. Em pouco tempo Rio Grande (RIG) se tornou a principal linha da companhia, que opera cinco voos diários para a capital Porto Alegre (POA), via Pelotas (PET).
Para atender a essa demanda crescente, e expandir as operações, a NHT estará incorporando brevemente bimotores Embraer 120 "Brasília" para 30 passageiros, e disponibilizando para venda dois LET-410.
As aeronaves disponibilizadas para venda são o PR-NHA (cn 062636) e o PR-NHB (cn 062637), adquiridas no segundo semestre de 2006 diretamente da fábrica na República Tcheca, e encontram-se com todos os ítens de manutenção e revisões em dia.
Fonte: AeroEntusiasta
quinta-feira, 21 de julho de 2011
0 TRIP retoma operações em Itaituba/PA

segunda-feira, 18 de julho de 2011
0 ANAC suspende NOAR temporariamente
De acordo com nota divulgada pela Anac na tarde de hoje, "as anotações deveriam constar no livro de registro de voo, jornada e ocorrências da aeronave e de seus tripulantes (Diário de Bordo), conforme estabelecido pelo Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), e confeccionado de acordo com as orientações da Instrução de Aviação Civil 3151". O Diário de Bordo é um dos itens averiguados pela Anac em suas fiscalizações, sejam programadas ou não.
Diante das informações recebidas, a Anac decidiu suspender temporariamente as operações da Noar até constatar a veracidade das informações. A área técnica responsável pela análise detalhada das supostas provas aguarda o envio dos documentos pela TV Globo. De acordo com o órgão, as informações serão anexadas ao processo administrativo aberto pela Anac em 13 de julho para verificar as condições técnicas e operacionais da empresa.
O resultado da análise poderá levar a penalidades que variam de multa à cassação da licença da empresa. Caso seja verificada a ausência de irregularidades, a companhia aérea poderá ser autorizada a continuar suas operações normalmente. A Anac ressalta que a medida adotada é cautelar e busca resguardar a segurança dos passageiros diante das informações apresentadas.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
0 Voos da Noar para esta quinta-feira estão cancelados
A empresa, que operava com duas aeronaves, realizava voos do Recife para Maceió, Natal e Mossoró - RN.
Nesta quinta, haveria partidas às 06h50 para Mossoró, com escala em Natal; às 07h15, 09h48, 17h30 e 20h para Maceió; e 19h26 para Natal.
Os passageiros que tinham voos agendados para esta quinta estão sendo remajenados para outras companhias aéreas.
O guichê da companhia, que funciona no primeiro andar do Aeroporto Internacional dos Guararapes, também na Zona Sul do Recife, opera normalmente desde as 5h.
Pessoas que viajariam pela NoAr hoje já estiveram no local para receber orientação. Foi o caso da representante comercial Avany Vasconcelos, que embarcaria no voo das 07h15 para Maceió, que optou por viajar de táxi, pago pela empresa aérea, que havia também colocado à disposição passagem em outra companhia de aviação.
terça-feira, 12 de julho de 2011
0 Para Dilma, país precisa expandir aviação regional
“O Brasil precisa de uma política de subsídio cruzado no que se refere à aviação regional. A aviação regional não pode ser tratada [nos aeroportos regionais], por exemplo, como [é tratada] no aeroporto de São Paulo. Ela não vai dar o mesmo rendimento que o aeroporto de São Paulo. Então, para atrair uma empresa de aviação regional temos que ter uma política específica para essa empresa”, disse.
A presidente explicou que primeiro o governo federal está resolvendo “gargalos violentos” que a estrutura aeroportuária brasileira tem atualmente, mas até o final do ano deverá ter uma proposta de aviação civil regional para ao país.
“Agora, não é possível pensar que iremos manter a mesma estrutura nessa proposta. É preciso ter alguns voos para garantir o direito [do cidadão] de ir e vir de avião. Mas, sem dúvidas, será preciso ter subsídio. Não há como sustentar a aviação regional, e isso é uma experiência internacional, sem subsídio”.
As declarações foram feita em entrevista a rádios na cidade de Francisco Beltrão (PR), onde a presidente lança o Plano Safra da Agricultura Familiar 2001/2012.
terça-feira, 5 de julho de 2011
0 Gol, Azul e Air Minas lideram em eficiência operacional
O tráfego aéreo brasileiro doméstico, composto por voos com origem e destino dentro do País, cresceu 4% em relação ao ano de 2009. Assim, a participação internacional de voos com destino fora do Brasil no total de rotas operadas por empresas aéreas brasileiras diminuiu, passando de 10% em 2009 para 6% em 2010.
O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, superou em 2010 a oferta doméstica do Aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo). Aeroporto exclusivamente doméstico, Congonhas manteve seus 75 mil voos programados, enquanto Guarulhos passou de 65 mil voos domésticos, em 2009, para cerca de 80 mil no ano passado.
Já as operações internacionais de Guarulhos, que somavam 20 mil voos, chegaram a cerca de 30 mil voos. As companhias brasileiras aumentaram sua participação no aeroporto de Guarulhos e foram responsáveis por 82% das operações, em 2010, enquanto em 2009 eram responsáveis por 81,3%.
De acordo com o documento da Anac, a ponte aérea Rio-São Paulo é a rota brasileira com a maior quantidade de assentos e voos oferecidos. No mercado doméstico, essa ligação representou 5% dos assentos oferecidos e 4,7% dos voos realizados no Brasil em todo ano de 2010. A ponte aérea é operada entre os aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, exclusivamente domésticos, e registrou cerca de 5,7 milhões assentos oferecidos e quase 40 mil voos realizados.
A segunda rota mais movimentada é a ligação entre Congonhas e Brasília, com cerca de 2,7 milhões assentos oferecidos e 17 mil voos realizados. A terceira e a quarta rota fazem a ligação Guarulhos-Salvador e Congonhas-Confins (MG).
Internacional
O ano de 2010 fechou com cerca de 3,24 milhões passageiros pagos transportados entre Estados Unidos e o Brasil, a maior média registrada desde 2002. Nos últimos oito anos o número de passageiros transportados entre os dois países quase dobrou. Já os outras origens/destinos mais procurados pelos passageiros são a Argentina, que registrou cerca de 700 mil passageiros transportados a mais em relação a 2009, Portugal, que fechou o ano de 2010 com cerca de 1,4 milhão passageiros transportados, e França, que recebeu quase o dobro de passageiros em 8 anos, passando de 560 mil para 1,016 milhão.
De acordo com o levantamento da Anac, os passageiros da Região Sudeste foram os que mais viajaram no ano de 2010: cerca de 32 milhões de passageiros transportados com origem no Sudeste para as outras regiões do Brasil. Em seguida ficou o Nordeste, com 14 milhões de passageiros.
Carga
Com relação ao mercado de carga, a rota doméstica Guarulhos - Manaus é a que mais transporta carga aérea. Em 2010, foram transportadas 98.337 toneladas entre as duas cidades, o que representou um aumento de 40% na quantidade de carga transportada em relação a 2009. O volume é mais do que o triplo da segunda rota ranqueada, que foi de 20 mil toneladas, entre Guarulhos - Fortaleza.
Já o aeroporto de Manaus manteve a terceira posição entre os 20 que mais movimentam cargas no Brasil. O número registrado, em 2010, chegou a 175 mil toneladas de carga embarcada e desembarcada por empresas brasileiras e estrangeiras. A primeira e a segunda posição ficaram com os aeroportos de Guarulhos e Campinas, em São Paulo, com mais de 600 mil toneladas juntos .











