terça-feira, 3 de julho de 2012
0 Aéreas falidas ainda buscam na Justiça indenização de R$ 4,6 bilhões
quarta-feira, 21 de março de 2012
0 Piloto arremata 737-200 para servir de espaço de eventos em Araraquara, SP
Avião tem condições de voo, mas será transportado por via terrestre.

Foto: Daniel Barreto/Tribuna Impressa
Amante da aviação, o piloto Ednei Capistrano (foto acima), de 57 anos, morador de Araraquara, no interior de São Paulo, realizou um sonho no início da semana. Ele arrematou um Boeing 737-200 em um leilão da massa falida da Vasp por R$ 133 mil e quer utilizar a aeronave como espaço de eventos na cidade.
A intenção de fazer o projeto é antiga e foi adiantada com o leilão, realizado em São Paulo, na segunda-feira (6). “Gosto de aviação desde criança e a oportunidade que surgiu foi perfeita”, diz. Capistrano é piloto desde os 20 anos, atuou em voos comerciais por 11 anos e hoje trabalha como piloto executivo.

A ideia é transformar a aeronave antiga em uma área de eventos. “Ela será aberta para quem se interessar em alugar o espaço para festas e recreação de crianças”, observa. O avião ficará em uma chácara, localizada entre Araraquara e o distrito de Bueno de Andrada.
Além desse interesse na utilização do avião, o piloto encontrou uma maneira de manter inteiro o Boeing que estava à venda. “É uma forma de preservar parte da história da aviação brasileira”, afirma. “Nunca desmancharia essa relíquia”, comenta ele, sobre a aeronave que foi utilizada no Brasil entre 1969 e 2005.
Transporte
Mesmo com condições de voo, a aeronave não possui licença para voar e o período de liberação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é maior que o tempo-limite determinado pela Justiça, para a retirada da aeronave do pátio do Aeroporto de Congonhas.
O novo proprietário garante que a aeronave não será desmanchada, como o que frequentemente ocorre após a venda de antigos aviões, normalmente utilizados para retirada do alumínio das carcaças. Mas, para trazê-la até a cidade, terá que ser desmontada.
O transporte será realizado por caminhões e deverá ter apoio da Polícia Rodoviária e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER). O avião está previsto para chegar em Araraquara em 45 dias e deve demorar outros 30 para ser montado novamente.
Modelo fez história pelo mundo
O Boeing 737-200 fez parte da história da aviação brasileira e serviu à Vasp entre os anos 1969 e 2005, com 22 unidades.
O modelo americano tem 30,53 metros de comprimento, 28,3 metros de envergadura (de asa a asa) e 11,28 metros de altura. A velocidade máxima atingida chega a 943 km/h e aeronave tem autonomia de voo de 3.435 quilômetros. A capacidade máxima é de 107 passageiros.
Ainda no Brasil, o 737-200 fez parte da frota da Varig (1974-2003), Cruzeiro (1975-1993), além das menores Rico Linhas Aéreas do Amazonas, TAF do Ceará e Nacional Linhas Aéreas.
O 737-200 foi uma versão estendida do 737-100, lançada para adequar-se às necessidades do mercado dos EUA. A United Airlines foi o cliente estreante do modelo, lançado em 1965.
Com toda essa história, consolidou-se como a aeronave mais vendida do mundo no mercado da aviação civil.
Fontes: G1 / Fernando Martins (araraquara.com)
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
0 Peças de aviões da Vasp serão vendidas quinta-feira

Cerca de 80 mil peças pertencentes a antigos Boeings e Airbus da companhia aérea Vasp começam a ser vendidas na próxima quinta-feira, 26, numa espécie de garage sale a ser realizado no Parque de Peças da empresa, localizado no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo.
A iniciativa é voltada principalmente a empresas de manutenção de aeronaves e faz parte do programa Espaço Livre – Aeroportos, da Corregedoria Nacional de Justiça, que tem como objetivo remover dos aeroportos toda a sucata de aviões pertencentes a empresas aéreas que faliram nos últimos anos e que ainda ocupam espaços nos terminais.
Entre as 80 mil peças que serão vendidas há desde arruelas de vedação e parafusos aeronáuticos até mesas de refeição, asas e turbinas. As peças não serão vendidas em lotes, mas por meio de livre negociação entre o interessado e o juiz responsável pela causa. De acordo com o juiz Daniel Carnio Costa, titular da 1ª Vara de Falências de São Paulo, muitas peças poderão ser aproveitadas, por estarem bem acondicionadas e até com controle em código de barras.
O dinheiro arrecadado será revertido para pagamento dos credores da empresa, principalmente trabalhistas. Para visitar o local, os interessados em adquirir as peças devem se cadastrar previamente junto à 1ª Vara de Falências de São Paulo, que fica no Fórum João Mendes Júnior.
Leilão – Além da venda dessas peças das antigas aeronaves, no dia 6 de fevereiro, às 14h, será realizado o leilão de um Boeing 737-200 da Vasp e da sucata resultante de quatro aviões que foram desmontados em agosto do ano passado.
O avião, avaliado em R$ 100 mil, não pode voar, mas está inteiro. Já os conjuntos de sucata estão avaliados em R$ 30 mil cada. O leilão ocorrerá na Casa de Portugal, no bairro Liberdade, em São Paulo.
Fonte: www.dgabc.com.br
terça-feira, 8 de novembro de 2011
0 Desmonte de aviões em aeroportos vai ganhar agilidade
A desocupação de áreas tomadas por carcaças de aviões em aeroportos do Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre deve ser mais rápida. Duas novas Varas de Justiça — a 1ª Empresarial do Rio de Janeiro, onde tramita o processo de falência da Varig, e a 19ª Cível de São Paulo, responsável pelo processo de quebra da Transbrasil — acabam de aderir ao programa Espaço Livre Aeroportos, da Corregedoria Nacional de Justiça.
Hoje, as aeronaves da Varig, VarigLog e Transbrasil estão armazenadas nos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro; Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília; e no Salgado Filho, em Porto Alegre. A expectativa é de que o trâmite para desmonte ou venda seja agilizado.
São quatro Boeings pertencentes à massa falida da Varig parados no aeroporto do Galeão e um no aeroporto Salgado Filho, de Porto Alegre. Também no Galeão há outras duas aeronaves da VarigLog deterioradas que poderão ter o desmonte facilitado a partir da adesão da 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro ao programa. Um dos aeroportos mais movimentados do país, o de Brasília, é hoje ocupado por três Boeings 767-200 da Transbrasil e três da Vasp, todos eles fora de uso.
A empresa aérea TAP, que hoje opera hangares onde os antigos aviões da Varig estão guardados, vai cuidar do desmonte das aeronaves que ficam no Rio de Janeiro. De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Marlos Augusto Melek, coordenador do programa Espaço Livre, até março do ano que vem todos os seis aviões parados em Brasília já deverão ter sido desmontados.
Por meio do programa Espaço Livre, quatro aeronaves da Vasp que ocupavam áreas no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já foram desmontadas. A sucata resultante do desmonte será vendida em leilão previsto para dezembro e a renda será revertida à massa falida da empresa. O programa procura remover dos aeroportos toda sucata de aviões pertencentes a empresas aéreas que faliram nos últimos anos e ainda estão nos terminais. Outra frente do programa tem como objetivo viabilizar a doação de aeronaves usadas por criminosos — geralmente traficantes de drogas — ao Judiciário dos Estados. Desde o início do programa, duas aeronaves já foram doadas: uma para a Justiça do Amazonas e a segunda, recentemente, à Justiça do Mato Grosso. Com informações da Assessoria de Comunicação do CNJ.
Fonte: Consultor Jurídico
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
0 Museu TAM resgata aeronave da VASP
Boeing 737 da extinta companhia aérea, o primeiro desse modelo a voar no Brasil, terá sua história preservada no interior de São Paulo
São Paulo, 17 de maio de 2011 – O Museu TAM (www.museutam.com.br), em breve, terá o Boeing 737 (PP-SMA) da extinta companhia aérea VASP em seu acervo. “Há muito tempo somos cobrados para salvar as aeronaves que se deterioram lentamente em alguma praça ou aeroporto. O maior apelo sempre foi para o Boeing 737 da VASP, que foi o primeiro desse modelo a voar no País. Estamos orgulhosos por poder restaurar e preservar essa peça tão valiosa para a aviação comercial brasileira”, comemora João Francisco Amaro, presidente do Museu TAM.
A aeronave deve ser removida do aeroporto de Belo Horizonte/Confins ainda neste ano e transportada até o Museu por via rodoviária. “Ainda não sabemos como a restauração será feita nem quanto tempo vai durar, mas já podemos convocar como voluntários os antigos mecânicos da VASP para nos ajudar nesta gigantesca tarefa”, declara João Amaro.
O Museu TAM
Localizado em São Carlos, no interior paulista, o museu é a realização do sonho dos irmãos Rolim e João Amaro de preservar a história da aviação. A coleção do Museu TAM, que reúne o maior acervo de aviação do mundo mantido por uma companhia aérea, começou com duas aeronaves: um Cessna 140 e um Cessna 195. Hoje, já são mais de 70 aviões em exposição, sendo que dois chegaram há pouco tempo. É o caso do Hawker Siddeley HS-125 (bimotor a jato doado pela FAB – Força Aérea Brasileira) e do Roloff-Unger RLU-1 Breezy Pusher (réplica do famoso ultraleve norte-americano montado nas oficinas do Museu TAM).
Além das aeronaves, são atrações o espaço TAM Kids, o simulador de voo, a área que explica o funcionamento dos equipamentos que impulsionam os grandes jatos, os 60 uniformes antigos da aviação, e o espaço Rolim, que conta a história e a trajetória da TAM e de seu fundador. O museu (Rodovia SP 318, km 249) tem ainda um auditório utilizado para palestras, conferências e eventos culturais.
Fonte: Assessoria de Imprensa - TAM
0 Prefeitura libera demolição de hangar da Vasp em SP
A maior barreira para a ampliação e modernização das operações do aeroporto de Congonhas (zona sul de SP) foi vencida pela Infraero ontem. Com a demolição dos antigos hangares da Vasp liberada pelo Conpresp (conselho municipal do patrimônio histórico), Congonhas pode agora construir um acesso à nova torre de controle e ampliar o pátio de aeronaves.
A autorização do órgão da prefeitura era necessária porque o aeroporto está, desde 2004, em processo de tombamento --a decisão foi adiada mais uma vez ontem.
Em maio, o Conpresp já havia autorizado a demolição de outras estruturas da Vasp. Segundo a Infraero (estatal que gere aeroportos), ainda não há projetos específicos nem data prevista para as modificações nos hangares.
Qualquer intervenção precisa primeiro do aval da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e da Aeronáutica, além da retirada de todos os bens da massa falida da Vasp.
| Moacyr Lopes Junior-22.ago.11/Folhapress | ||
| Hangar da Vasp no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo |
TOMBAMENTO
A Folha apurou que já existe consenso para determinar o tombamento do edifício principal de Congonhas. O aeroporto foi inaugurado em 1936. Possui elementos de arquitetura art déco e moderna, além de painéis de artistas como Di Cavalcanti e Clóvis Graciano.
O órgão também vai proteger o saguão, mas deve sugerir que a escada rolante seja retirada, porque descaracteriza o projeto original. Em agosto, a Folha antecipou que a Infraero pretende fazer outras duas intervenções no terminal: uma na ala norte do embarque --ao lado do check-in da TAM--, que deve ganhar mais 30 balcões de check-in; e um acesso do metrô dentro do saguão, para ligá-lo à estação de monotrilho que será erguida no entorno.
Fonte: Folha/UOL










