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sábado, 29 de outubro de 2011

0 Empresa Aérea Passaredo terá de indenizar cadeirante


A empresa aérea Passaredo foi condenada a indenizar em R$ 5,4 mil a portadora de deficiência física Márcia Paes Gori, 48 anos, que precisou ser carregada no colo por um funcionário para embarcar e desembarcar da aeronave, em viagem para São Paulo, no ano passado.

Capacitadora na área da deficiência física e membro do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Márcia diz que, por lei, a empresa tem de disponibilizar a cadeira de transbordo para transporte aos portadores de deficiência física. “É decreto federal. Eles (Passaredo) têm que oferecer a cadeira. Além do perigo de um acidente, tem todo o constrangimento de o funcionário pegar a pessoa no colo e carregar pela escada.”

Como o pedido inicial era de R$ 52 mil, Márcia ficou descontente com a decisão e orientou seus advogados a recorrerem. Para receber os 20 salários mínimos pedidos na ação, ela alega que o constrangimento não é causado somente ao deficiente. “O funcionário também fica constrangido. Além disso, é desvio de função: ele não foi treinado para isso; não foi contratado para isso.”

A cadeirante explica que viaja constantemente e, que os voos são agendados e pagos pelas pessoas ou empresas que a contratam. Portanto, não é ela quem escolhe por qual empresa viajará. Em sua sentença, o juiz Luiz Fernando Cardoso Dal Poz afirma que a defesa da empresa comprovou que era impossível adaptar qualquer tipo de cadeira para elevação da cliente na aeronave em questão.

“O material técnico apresentado com a contestação, ilustrando as dimensões da aeronave utilizada na ocasião, quando muito indicam que os meios utilizados para elevação de pessoas com necessidades especiais, em grandes aeronaves, não seriam adequados para o tipo de aeronave em questão. No entanto, não está evidenciada a impossibilidade de utilização de um sistema de elevação adequado para a aeronave da requerida.

Aliás, pouco ou nada crível que em pleno século 21 não haja solução técnica simples para o problema posto pela requerida.” A empresa Passaredo informou, em nota que, que já recorreu da decisão e aguarda julgamento.

Queda

Segundo o advogado de Márcia, Luiz Fernando Corveta Volpe, essa não foi a primeira vez que a capacitadora precisou ser carregada por funcionários para embarcar e desembarcar de um avião e, este ano, chegou a cair durante um desembarque, o que está sendo motivo para outra ação contra a empresa.

“Além da vergonha que ela passou ao ser carregada em frente a inúmeras pessoas, acredito que as empresas só tomarão atitudes para cumprir seu dever de atender bem os clientes ao serem punidas por ações como esta”, diz. Além das ações, Márcia registrou queixa no Daesp, na Anac e na Infraero contra a companhia aérea.


Fonte: Diário da Web ,Via: Diário de Londrina

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

0 Após morte de pug, Gol proíbe cão de focinho curto em voos


A morte de um cão da raça pug no compartimento de carga de um avião da Gol, em 13 de setembro, fez com que a companhia passasse a rejeitar o transporte de cachorros e gatos de focinho curto.

A informação é da reportagem de Ricardo Gallo publicada na edição desta segunda-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

De acordo com o texto, Santiago, o pug, morreu de parada cardiorrespiratória após ficar dez horas dentro da caixa para transportar animais. O voo em que o animal estava, entre Congonhas e Vitória, atrasou e Santiago ficou no porão do avião.

A nova regra entrou em vigor em 22 de setembro, três dias depois de o casal dono do pug ter colocado um vídeo na internet sobre o incidente.

A Gol diz que consultou veterinários ao mudar a regra. Segundo a companhia, esses animais "não possuem grande capacidade respiratória, o que prejudica a regulação de temperatura corporal".

Entre os recém-barrados estão gato persa, burmês, exótico e himalaio e cachorros boston terrier, boxer, pug chinês e holandês, chow chow, lhasa apso e shih tzu. Até então, a empresa só vetava buldogues.


Fonte: Folha/UOL

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

0 Ônibus, mesmo frescões, à disposição de turistas no aeroporto são cheios, lentos e ineficazes

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Quando chegar ao Rio para assistir aos jogos da Copa do Mundo, em 2014, o turista poderá desfrutar do novíssimo Transcarioca, o BRT com 39km de extensão que ligará o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra. Orçado em R$ 1,6 bilhão, o sistema com ônibus articulados integrará 45 estações, três terminais para embarque e desembarque de passageiros, nove pontes, três mergulhões e dez viadutos, beneficiando 400 mil pessoas por dia. Mas, enquanto a Copa não chega, os 32 mil passageiros que diariamente aportam no Galeão vivem uma verdadeira odisseia para se locomover através do serviço público disponível.

Funcionando oficialmente como aeroporto internacional desde 1945, o Galeão conta apenas com uma companhia de ônibus executivo (frescão) da viação Real Premium, que tem apenas duas linhas: uma para o Aeroporto Santos Dumont via Linha Vermelha ou Avenida Brasil e outra até o Terminal Alvorada via Linha Amarela ou orla - sendo esta o destino de mais de 60% dos turistas que chegam ao Rio.
Além de poucos - saem a cada meia hora do Terminal 1 e circulam das 5h30m até as 23h30m -, esses ônibus não são exclusivos para o aeroporto: vão recolhendo passageiros ao longo do caminho.

Outra opção de transporte público, ainda menos confortável, são quatro linhas de ônibus regular que fazem os itinerários Aeroporto-Niterói, Aeroporto-Bonsucesso e Aeroporto-Ilha (via Bancários ou Bananal). A situação é ainda mais grave no Terminal 2, que atende a dez empresas aéreas. Ali, os ônibus muitas vezes chegam já quase lotados de passageiros que embarcaram no Terminal 1.


Bagageiros externos atrasam a viagem
Há dois anos morando em Copacabana, o engenheiro da Petrobras Jeferson Gomes reclama da falta - crônica, segundo ele - de transporte público para o acesso ao aeroporto:

- As filas muitas vezes são extensas, demoram mais de uma hora, porque, quando saem cheios do Terminal 1, os ônibus nem passam por aqui. A viagem também é lenta porque ele vai parando em todos os lugares e o próprio motorista tem que descer para pegar as malas dos passageiros no bagageiro, que é do lado de fora.
[indent]" As filas muitas vezes são extensas, demoram mais de uma hora, porque, quando saem cheios do Terminal 1, os ônibus nem passam por aqui ".

Pior ainda é a situação na Rodoviária Novo Rio, onde muitos passageiros fazem baldeação. A estudante Barbara Fernandes há um ano vem de Minas encontrar o namorado no campus da Uerj, no Maracanã. Após desembarcar no Tom Jobim, para reduzir os custos, ela recorre ao frescão destino Rodoviária Novo Rio.

- Até a Rodoviária, eu pago R$ 6,50 e, de lá, R$ 12 de táxi. Também não pego táxi na porta da Rodoviária, porque lá é mais caro, cobram "no tiro". Prefiro pagar pelo taxímetro - contou.

Mas pode ficar pior - para os portadores de deficiência física. O aposentado Jefferson Gonçalves Lima demorou 45 minutos para chegar, de avião, de Belo Horizonte ao Rio, mas esperou mais de uma hora para conseguir um lugar para ele e sua bagagem no ônibus da linha 915 (Aeroporto-Bonsucesso).

- A oferta é mínima e, apesar de haver por lei vagas reservadas para portadores de deficiência, ninguém respeita a regra - reclamou.
A falta de opções abriu espaço para uma espécie de transporte de ocasião: as temíveis lotadas. Na última quinta-feira, era possível ver, depois das 18h, passageiros na fila de ônibus do Terminal 2 sendo assediados por motoristas particulares. Segundo funcionários, eles aguardam a saída dos ônibus cheios para oferecer uma opção entre R$ 15 e R$ 20 por passageiro, dependendo do itinerário da corrida.

- Eles estacionam no final do terminal e vêm a pé até aqui. Quando a Guarda Municipal chega, eles pegam o carro e dão a volta. Quando a Guarda se afasta, eles voltam e estacionam outra vez - comentou um funcionário do aeroporto, já habituado ao esquema.

Outra opção é o trânsito dos táxis comuns (amarelinhos) que levam passageiros para os setores de embarque dos dois terminais, no segundo piso, e, na volta, tentam pescar algum passageiro desembarcando. Eles não podem ficar estacionados em área de trânsito e tentam driblar os guardas enquanto os passageiros não aparecem.

"Eles estacionam no final do terminal e vêm a pé até aqui. Quando a Guarda Municipal chega, eles pegam o carro e dão a volta. Quando a Guarda se afasta, eles voltam e estacionam outra vez "

Sobre rodas, o dobro de tempo de avião
A viagem entre o Aeroporto Internacional Tom Jobim e a orla do Leblon pode levar 1h30m - quase o dobro do tempo de voo na ponte aérea Rio-São Paulo -, mesmo com trânsito bom, dependendo do número de bagagens. No lugar de ônibus expressos como em cidades europeias e mesmo em Buenos Aires, por exemplo, o serviço de ônibus executivo (frescão) do Galeão pouco difere de um coletivo comum. São 34 passageiros sentados - e alguns em pé, se necessário. Na última quarta-feira, O GLOBO acompanhou a aventura de passageiros que vieram de Salvador, São Paulo e Recife, além de alguns estrangeiros que se arriscaram a embarcar no melhor serviço de transporte público oferecido.

O ônibus saiu do Terminal 1 do aeroporto às 19h53m, parando no Terminal 2 já bastante cheio. Deixou o aeoroporto às 20h, levando 34 passageiros sentados nas poltronas existentes e outros três no corredor, em bancos improvisados com malas de viagem. A primeira parada foi às 20h18m na Rodoviária Novo Rio. Pacientemente, o motorista desceu, retirou as bagagens dos passageiros que desembarcaram, deu o troco que faltava a um deles e seguiu viagem, cinco minutos depois.

Com o trânsito fluindo, o ônibus chegou às 20h37m no Aeroporto Santos Dumont. Outros passageiros desceram e uma nova remessa subiu. O veículo deixou o aeroporto doméstico às 20h41m, com três passageiros em pé. Dali até o Leblon, foram mais 50 minutos, com mais dez paradas, oito delas para a retirada de bagagens.

- Hoje até que está bem rápido - comentou o engenheiro Jeferson Gomes, que saltou em Copacabana.


Reportagem: Elenilce Bottari



Fonte: O Globo

quinta-feira, 2 de junho de 2011

0 Acessos ao aeroporto de Fortaleza estão estrangulados

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Raul Barbosa: principal via que liga o Pinto Martins à Beira-Mar registra congestionamentos diários
(FOTO: BRUNO GOMES)


Passageiros perdem voos com frequência devido aos constantes engarrafamentos que se formam nas avenidas


Avenida Dedé Brasil, Alberto Craveiro, Raul Barbosa, Paulino Rocha e Via Expressa. Quem passa por essas vias diariamente é obrigado e enfrentar quilômetros de congestionamentos. O pior é que todas elas dão acesso ao Aeroporto Internacional Pinto Martins, ponto de partida e de chegada a Fortaleza.

Para se ter uma ideia da situação, na tarde da última terça-feira, um acidente envolvendo três carros na Avenida Desembargador Moreira e obra que estava sendo realizada em uma das alças do viaduto que liga a Avenida Alberto Craveiro à BR-116, gerou uma fila de carros que chegou até a Avenida Carlos Jereissati, em frente ao Pinto Martins causando transtorno aos condutores.

Entretanto, segundo o taxista Carlos Alberto Pinto, que há seis anos trabalha no aeroporto, situações como essa já fazem parte do cotidiano dos motoristas. "Antigamente, os piores horários para trafegar eram das 6 à 7 e de 17 às 19 horas, agora não se sabe mais, pois o trânsito está fora de controle".

Complicador

Conforme o taxista, a maioria dos passageiros que chega ao aeroporto vai em direção a Avenida Beira-Mar, o que obriga o motorista a trafegar pela Avenida Raul Barbosa, que segundo ele, é o trajeto mais complicado. "Não temos alternativas. Se optarmos pela BR-116 em direção a Avenida Aguanambi o trajeto é longo e o passageiro reclama. Se escolhemos a Avenida Raul Barbosa, chego a passar quase duas horas no congestionamento", garante.

"O nosso dia a dia no trânsito é simplesmente horrível", desabafa outro taxista Josimar Gadelha, que também trabalha no aeroporto. Ele ressalta que as consequências da falta de opções de vias de acesso tem gerado prejuízos não só para os motoristas, mas para os passageiros que chegam a perder voos frequentemente devido aos congestionamentos diários.

Outra problemática é quanto ao engarrafamento na Avenida Raul Barbosa, por muitas vezes, ele desviou o trajeto pelo bairro Lagamar. Porém, não teve sorte e foi assaltado.

OBRAS
Projetos de mobilidade urbana para Copa serão analisados

Assessoria de imprensa da Coordenadoria de Projetos Especiais e Relações Institucionais e Internacionais da Prefeitura de Fortaleza (Cooperii) informa que as obras municipais de mobilidade urbana para a Copa 2014 estão em fase de análise dos projetos executivos por parte da Caixa Econômica Federal.

Logo após o retorno das análises por completo, a Prefeitura poderá iniciar o processo licitatório e, em seguida, as obras físicas, com previsão de início em outubro de 2011 e término até o final da gestão, dezembro de 2012.

Segundo a assessoria, o valor total para as obras de mobilidade urbana na cidade de Fortaleza que competem à Prefeitura é de R$ 261 milhões e 500 mil. Desse valor, R$ 206 milhões e 600 mil são provenientes da CEF. A contrapartida da Prefeitura é R$ 4 milhões e 900 mil para obras físicas e R$ 50 milhões para desapropriações, somando o valor de R$54 milhões e 900 mil de contrapartida do Município de Fortaleza.

As obras devem acabar os transtornos da empresária Eliziana Correia, que viaja semanalmente a trabalho e conta ter sido prejudicada diversas vezes pelo congestionamento no trajeto do Aeroporto Pinto Martins.

Ela conta que, essa semana, saiu do bairro Aldeota em direção ao aeroporto às 7 horas e só conseguiu chegar no ao destino às 8h30. "Por pouco não perco o meu voo, que era às 8h45. Já virou uma sacrifício para eu dirigir da minha casa para cá toda semana", ressalta.

OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Falta gestão organizacional no trânsito

Confesso que estou muito preocupado com a situação da cidade de Fortaleza após o inicio das obras para a Copa de 2014. Pois, apesar de trazer benefícios para população, certamente, irão gerar inúmeros transtornos. Na Avenida Raul Barbosa, por exemplo, existem vários retornos e passagens de pedestres que dificultam a circulação na via. Se as obras forem realizadas no período diurno, o trajeto vai virar um caos maior do que o atual.

Para melhor funcionamento das duplicações, reformas e construção de elevados, é preciso um envolvimento efetivo da AMC e do Detran, pois do contrário a Capital entrará em uma guerra. O importante é apontar alternativas de desvios e realizar as obras no período da madrugada, quando o trânsito é bem menor.

Além disso, é preciso evitar o tráfego de veículos pesados na Avenida Raul Barbosa em direção a Via Expressa, pois além de destruir a pavimentação, os caminhões tornam o trânsito mais lento. A solução disso tudo seria a construção de passarelas, túneis e viadutos em todas as vias que dão acesso ao aeroporto, principalmente, na Via Expressa. Participei do projeto de construção dessa via e muita coisa foi alterada em relação proposta inicial, que previa a construção de 14 elevados (viadutos).


Fonte: Jornal Diário do Nordeste

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