Não foi feita uma determinação formal às empresas, mas a Folha apurou que esse é o desejo da Infraero, manifestado em reunião com as companhias aéreas no início da semana.
A TAM não foi considerada para não dificultar as conexões entre voos internacionais e domésticos.
A conversão dos galpões, que eram da Transbrasil e da Vasp, foi a fórmula encontrada pelo governo para ampliar a capacidade do maior aeroporto do país enquanto não é construído o terceiro terminal de passageiros.
Porém, sem a Gol, os galpões não teriam movimento suficiente para desafogar os dois terminais principais. Procurada, a Gol disse que não foi consultada sobre o assunto.
Os galpões ocupam áreas de 10 mil metros quadrados e 14 mil metros quadrados e podem ser vistos da rodovia Ayrton Senna.
A transformação em terminal não será simples. Será preciso construir vias de acesso e área de estacionamento. Os passageiros terão de ser transportados de ônibus para os aviões.
Juntos, os galpões teriam capacidade para 5,5 milhões de passageiros/ano. É menos do que o necessário para acomodar a capacidade excedente do aeroporto hoje.
Cumbica tem capacidade para 20,5 milhões de passageiros/ano. Recebeu 26,8 milhões em 2010.
O cronograma para as obras dos dois galpões apresentado pela SAC (Secretaria de Aviação Civil) em reunião recente com a presidente Dilma Rousseff é apertado. A intenção é começar as obras em 1º de junho e terminá-las em 30 de novembro.
A contratação será emergencial, o que dispensa licitação. Cinco empresas serão convidadas e terão praticamente uma semana para apresentar propostas.
A Infraero constrói ainda um "puxadinho", para 1 milhão de passageiros, entre os dois terminais existentes e o local onde deve ser construído o terceiro terminal.
Fonte: Folha UOL











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