quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

0 IAG prevê lucrar mais cem milhões com a bmi Slots em Heathrow viabilizam expansão da rede



O IAG, grupo formado pela British Airways e Iberia, já anunciou que eleva em cem milhões de euros a meta de 1,5 milhões de resultados operacionais em 2015 pela compra da bmi à Lufthansa, a qual, por sua vez, assume terá um impacto do negócio “claramente negativo”, mas que espera amortizar em um ano.
“Este negócio é uma boa notícia para o Reino Unido”, comentou o CEO do IAG - International Airlines Group, Willie Walsh, em declaração citada em comunicado do grupo, na qual destaca que a compra da bmi lhe abre uma “oportunidade única de crescer em Heathrow”.
“Utilizando mais eficientemente o portefólio de slots” da bmi, o grupo fica com mais opções de lançar novas rotas de longo curso para países chave para o comércio internacional e alavancar a rede de curto e médio cursos, diz Willie Walsh, acrescentando que desta forma o Reino Unido fica em melhor posição para competir à escala global e Heathrow verá “maximizada a sua posição de aeroporto de classe mundial”.
Willie Walsh admite na mesma declaração que a bmi precisa de ser reestruturada e que neste processo vão ser sacrificados postos de trabalho, contrapondo que, no entanto, desta forma serão preservados mais empregos de alta qualidade no Reino Unido.
“A compra da bmi pelo IAG vai proteger mais postos d trabalho no Reino Unido do que se a companhia tivesse sido fechada e os seus slots em Heathrow vendidos”, afirma o CEO do IAG, que diz no comunicado em no ano de 2010 a bmi, com activos no valor de 284 milhões de libras, perdeu 153 milhões num volume de negócios de 777 milhões.
Os slots (faixas horárias de aterragens e descolagens) em Heathrow tornaram-se um activo ainda mais valorizado depois que as autoridades britânicas chumbaram o projecto de dotar o aeroporto com mais uma pista.
Face a esta decisão, a aquisição de slots tornou-se a única hipótese de expansão e daí que já em Setembro, antes de assinar o acordo de princípio com a Lufthansa, a British Airways tivesse comprado seis pares de slots da bmi.
O comunicado do IAG sobre o negócio da Lufthansa esclarece ainda que a bmi regional e a bmibaby ficaram de fora do acordo, indicando que a Lufthansa ficou com a opção de as vender antes da conclusão do processo, que prevêem possa ocorrer no próximo trimestre.
A bmibaby é uma das low cost que opera de e para Faro, tendo transportado nos onze meses de Janeiro a Novembro deste ano um total de 113.620 passageiros, menos 9,5% que no período homólogo de 2010, face a uma redução do número de voos (partidas e chegadas) em 12,7%, para 952.
No mês de Novembro, com menos 53,8% dos voos que há um ano, ficando em 12, a bmibaby teve em Faro uma queda do número de passageiros em 44,9%, para 1.424.
De acordo com o comunicado, a bmi regional tem uma frota de aviões do fabricante brasileiro Embraer com a qual opera voos de curta distância no Reino Unido e na Europa Continental à partida de sete aeroportos regionais.
A bmibaby, por sua vez, é uma low cost que opera com aviões Boeing a partir dos aeroportos de East Midlands e Birmingham.
A principal companhia bmi, centrada em Heathrow, tem uma frota de Airbus e a sua rede inclui destinos domésticos, da Europa Continental, Médio Oriente e África.
O comunicado do IAG diz ainda que o seu investimento na compra da bmi será com fundos próprios e que vai avançar com 60 milhões de libras em quatro fases antes da conclusão do negócio, tendo como garantia slots em Heathrow.





Fonte: Presstur

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