A Ryanair não perdeu tempo e diz que os passageiros escolhem a companhia "low cost", para evitar a greve convocada pelos pilotos da TAP. Desde o anúncio da greve o tráfego do seu site aumentou 40%. Ryanair acusa pilotos da TAP de não terem consideração pelos passageiros.
A companhia "low cost" que tem estado em "guerra" aberta com a companhia aérea de bandeira referiu ainda que "claramente os pilotos da TAP não têm consideração pelos passageiros e as suas famílias nem pelo país que passa por uma situação delicada e precisa, mais do que nunca, de desenvolvimento e crescimento turístico".
Daniel de Carvalho, responsável de comunicação a Ryanair, acrescentou, no mesmo documento: "Estas greves repetitivas dos tripulantes da TAP perturbam todos os anos milhares de passageiros e as suas famílias, que precisam em Lisboa de uma companhia aérea com tarifas baixas e livres de greves".
A Ryanair tem tentado entrar em Lisboa, mas até agora, sem conseguir um acordo com a ANA, não tem sido possível.
"Com esta greve insensata de 8 dias ainda mais passageiros vão preferir as tarifas baixas da Ryanair isentas de greves e suplementos de combustível, para viajar este Inverno", concluiu a empresa.
A empresa disse ainda que após o anúncio da greve verificou um aumento de 40% do tráfego do nosso site português.
A Ryanair anunciou, nesta semana, que existem "milhares de tripulantes, em toda a Europa - 252 só em Portugal -, que ficarão sem salário entre um e cinco meses, até Abril", devido à sazonalidade e ao aumento do preço do combustivel.
No total, a companhia vai deixar em terra 80 dos 300 aviões que tem em operação. "Sempre houve estas reduções devido à sazonalidade, mas nunca desta forma. Isto aconteceu agora porque a empresa encerrou bases na Europa e permitiu que fossem feitas transferências em excesso para Portugal”, alega um tripulante, cuja identidade permanece anónima pois o "receio de represálias imediatas é constante no dia-a-dia da Ryanair", noticiou o "Dinheiro Vivo".
"Neste Inverno, há 252 tripulantes em Portugal em licença sem vencimento por períodos que variam entre uma semana e cinco meses. Isto em mais de 500", revela a Ryanair.
Fonte: Jornal de Negócios.pt











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