Apesar de avaliar o mercado de trabalho americano, o levantamento chega a conclusões que podem ser aplicadas ao cenário brasileiro. O aumento da competitividade no segmento de aviação civil, por exemplo, colocou os pilotos comerciais no topo do ranking. No Brasil, não é diferente: longas jornadas de trabalho, variações constantes de horários, fadiga e o risco de acidentes fazem parte da rotina desses profissionais.
- Voar no espaço aéreo brasileiro está mais crítico do que em outros lugares do mundo. E os pilotos têm trabalhado sempre no limite máximo que a legislação permite, que são oito horas diárias - explica Guido Carim Junior, coordenador do departamento de treinamento de voo da PUC-RS, ressaltando que as escalas têm provocado o aumento do estresse entre os pilotos:
- Com o crescimento das companhias de baixo custo, o trabalho dos pilotos está sendo cada vez mais procurado - diz Carim.
O estresse no trabalho é o que mais impacta a vida de 70% das pessoas, de acordo com pesquisa da American Psychological Association (Associação Americana de Psicologia). E, no Brasil, o estresse profissional é considerado pior que o familiar por 69% das pessoas, segundo a ISMA-BR (braço nacional da International Stress Management Association, associação dedicada ao estudo do tema).
- Muitas das questões sobre trabalho, boas ou ruins, são as mesmas em todo o mundo - acredita Tony Lee, editor do Careercast.
Presidente da ISMA-BR, Ana Maria Rossi acredita que o contexto de cada país influencia o nível de estresse de seus trabalhadores. Mas ela concorda que há alguns fatores em comum quando o assunto é tensão provocada no ambiente corporativo.
- Excesso de tarefas, longas jornadas de trabalho, enxugamento dos quadros de funcionários das empresas, competitividade e medo de demissão. Tudo isso provoca o aumento do estresse - ressalta.
Fonte: O Globo











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