
A área foi esvaziada depois que a Infraero concordou em alugar caminhões de mudança para as famílias deixarem o terreno. A informação é do superintendente do órgão, Aldecir Lima.
Segundo ele, a permanência das pessoas na área de segurança afetaria a administração do tráfego aéreo no principal aeroporto do Amazonas. "O acúmulo de lixo iria atrair urubus e prejudicar o voo de grandes aeronaves", disse ele.
O local onde as famílias se assentaram é conhecido como “Portal da Cidade”. O tenente da Polícia Militar (PM) Renan Carvalho disse que a invasão começou durante a madrugada.
Segundo ele, 37 barracos foram montados no local, e ninguém, até o momento da negociação com a PF, se identificou como líder dos sem-teto. "A intenção dessas pessoas foi chamar a atenção das autoridades. Elas alegam não ter para onde ir e pedem ajuda do governo", afirmou.
Manaus atravessa uma crise na área fundiária. Somente hoje, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) identificou sete áreas verdes invadidas, com grande prejuízo à fauna amazônica, antes preservada.
A última retirada de sem-teto de áreas preservadas ocorreu no último dia 17, em uma Área de Proteção Ambiental (APA) na zona oeste da capital do Amazonas. Pelo menos 1.400 famílias foram retiradas pela polícia. Cerca de três mil metros quadrados de floresta nativa foram derrubados pelos invasores.
Fonte: UOL Notícias











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