terça-feira, 17 de maio de 2011

0 TAP transporta 454 mil nas rotas do Brasil mas com crescimento menor que a rede



As rotas do Brasil, que foram o motor do crescimento da TAP nos últimos anos, registam no primeiro quadrimestre deste ano uma progressão abaixo da média global da companhia, de acordo com os dados divulgados pelo seu director de Vendas, Carlos Paneiro.
A TAP, segundo indicou, teve um crescimento médio do tráfego de passageiros (em RPK = passageiros x quilómetros percorridos, unidade mais utilizada na aviação) nas rotas do Brasil em 4,2%, com um aumento de 4% em número de passageiros embarcados, para 454 mil.
No conjunto da rede, o crescimento foi de 7,1% em RPK e de 9% em número de passageiros embarcados.
Além de menor crescimento, as rotas do Brasil também tiveram um desempenho menos positivo em termos de taxas de ocupação, já que enquanto no conjunto da rede houve uma subida da ocupação em 2,8 pontos, para 73,1%, nas linhas do Brasil houve um decréscimo de 0,9 pontos, para 81,1%.
Esta evolução da taxa de ocupação decorre também do facto de a TAP ter aumentado mais a capacidade (em ASK = lugares x quilómetros) nas linhas do Brasil que no conjunto da rede.
Segundo revelou Carlos Paneiro, que falava à imprensa durante a BNTM, feira de turismo do Nordeste brasileiro que este ano decorreu na capital do Rio Grande do Norte, Natal, o aumento médio de capacidade no conjunto da rede foi de 3,1%, enquanto nas linhas do Brasil foi de 6%.
Alguns factores podem explicar esta evolução menos positiva das linhas do Brasil no primeiro quadrimestre, a começar pelo facto de no ano passado ter ocorrido durante cinco dias em Abril a paralisação de grande parte do tráfego aéreo na Europa devido à nuvem de cinzas vulcânicas, que não afectou tanto os voos intercontinentais.
Esse efeito levaria a que por si só as rotas europeias tivessem este ano uma recuperação mais forte que as intercontinentais.
Por outro lado, o crescimento mais acentuado do Brasil nos últimos anos, e especialmente em 2010 (+23,8% em número de passageiros no Aeroporto de Lisboa nos primeiros quatro meses), também significa que o aumento embora menor este ano é em cima de uma progressão muito mais forte.
Além destes factores há ainda que ter em conta que em Fevereiro o tráfego Portugal - Brasil teve um “arrefecimento” forte, com expressão tanto no Aeroporto, como na presença de turistas brasileiros na hotelaria portuguesa.
O Carnaval e a Páscoa tardia explicam presumivelmente essa evolução menos favorável em Fevereiro deste ano, mas só dentro de alguns dias, com os dados de Abril, se vai ter a confirmação se foi esse o principal factor a provocar a quebra em Fevereiro e o modesto crescimento em apenas 1,6% do tráfego Portugal - Brasil no Aeroporto de Lisboa, que é onde está concentrada a maior parte da operação da TAP de e para o Brasil e onde a companhia é responsável pela grande maioria do tráfego entre os dois países.

Fonte: Presstur

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