Durante reunião do PAC2, comitiva de Goiás é informada que obras não saem antes de 2012
Os transtornos que os usuários passam diariamente no Aeroporto Santa Genoveva ainda vão durar muito tempo. Pelo menos até a metade de 2012 as obras de construção de um novo terminal de passageiros não será retomada. Este é o prazo mínimo para que os problemas judiciais que envolvem a licitação sejam resolvidos. A informação foi passada ontem à comitiva goiana que esteve em Brasília para participar da reunião sobre o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2).
Para iniciar novo processo licitatório e dar continuidade às obras que estão paralisadas desde 2007, é preciso que o Tribunal de Contas da União (TCU) designe um terceiro perito para avaliar o avanço quantitativo e qualitativo do que já foi executado. Isso porque os dois profissionais que fizeram avaliação anteriormente chegaram a valores muito distantes. Eles foram indicados pelas partes envolvidas na disputa judicial: as empreiteiras que tocavam a obra e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).
A perícia vai determinar a indenização a ser paga ao consórcio formado pelas empresas Via Engenharia e Odebrecht, que venceram a licitação aberta em 2002. Antes desse acerto, outro processo licitatório não pode ser iniciado. "Esses são os passos a serem seguidos. Sem essa definição, não tem como tocar a obra. A Justiça tem um ritmo próprio, mas nós tentaremos agilizar o processo", disse o controlador geral do Estado, José Carlos Siqueira.
Prioridade A sugestão dos membros da comitiva que foi ontem à Brasília é a solicitação de uma audiência com a juíza
que está com o caso do aeroporto de Goiânia no TCU. José Carlos Siqueira afirmou que essa saída será passada hoje ao governador Marconi Perillo. A reunião teria objetivo de mostrar à magistrada a importância estratégica da obra para Goiás e, assim, conseguir prioridade na resolução da matéria. Se tudo seguir o rito normal, a contratação de outras empresas para continuar as obras do aeroporto deve ocorrer aproximadamente daqui a um ano.
A primeira suspensão das obras do Aeroporto Santa Genoveva aconteceu em 2005, seis meses após o início. O TCU encontrou irregularidades como superfaturamento da obra e reteve os pagamentos feitos ao consórcio. No entanto, por meio de decisão judicial a continuidade dos trabalhos foi garantida. O cancelamento da licitação veio dois anos depois. Em julho de 2008, o contrato foi cancelado de vez.
Desde então, os usuários do aeroporto da capital acompanham uma série de adiamentos e promessas de retomada das obras. A insatisfação dos passageiros se reflete na avaliação dos terminais feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com levantamento feito pela Anac, o terminal do Aeroporto Santa Genoveva é o pior do Brasil, com nota 2,27 numa avaliação que vai de zero a dez. Em dezembro de 2010, a média de Goiânia era ainda menor: 2,33.
Os recursos para as obras do aeroporto da capital foram orçados no ano de 2005 em R$ 257,8 milhões, sendo posteriormente aditivados para R$ 287,7 milhões. Até dezembro do ano passado, haviam sido gastos R$ 106,2 milhões na construção do novo terminal. Mesmo com a aplicação do restante dos recursos e a finalização das obras, o infortúnio dos usuários terá trégua de apenas dois anos.
Este é o prazo de sobrevida do terminal, que será finalizado com capacidade de atendimento já defasada. A própria Infraero admitiu no ano passado que terá de fazer nova ampliação para suportar a demanda até 2020. Em dez anos, o fluxo de passageiros do Aeroporto Santa Genoveva aumentou 176,7% enquanto a estrutura do terminal ficou a mesma. Quando começaram as obras, o fluxo de passageiros era de 1,2 milhões de pessoas anualmente. Até outubro de 2010, o movimento registrado havia sido de 2,1 milhões de pessoas, entre embarques e desembarques.
Dos R$ 23 milhões previstos para serem aplicados no aeroporto no ano passado, apenas R$ 8 milhões foram investidos pela Infraero. A proporção do orçamento que foi aplicado corresponde a menos de 45% do total planejado, segundo levantamento da organização não-governamental Contas Abertas. A reportagem nãoconseguiu contato com a Infraero na noite de ontem.
'Puxadinho' ainda sem previsão
As obras de construção do Módulo Operacional Provisório (MOP) do Aeroporto Santa Genoveva foram adiadas mais vez. A contratação de uma nova empresa para dar continuidade aos trabalhos está em fase de contratação e, caso não haja imprevistos, a promessa é de que o "puxadinho" seja entregue aos usuários em outubro.
Previsto inicialmente para ser entregue até novembro de 2009, o término das obras foi adiado primeiramente para dezembro. Depois, o fim dos trabalhos passou para julho de 2010, em seguida para setembro do ano passado e, posteriormente, para novembro. Em janeiro desse ano, as obras paralisaram de novo, pois o contrato com a empresa vencedora da licitação foi suspenso. A suspensão, publicada em primeira mão pelo POPULAR no dia 6 de janeiro, foi motivada por atrasos no cronograma de execução da obra e abandono, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O "puxadinho" compreende uma nova sala de embarque que deve ampliar a capacidade do aeroporto da capital de 600 mil passageiros ao ano para mais de 1 milhão de usuários atendidos anualmente. A obra foi projetada para 1,2 mil metros quadrados. Até agora, apenas 13% da estrutura foi executada e bancos que serão instalados nela estão sob sacos plásticos.
Taxa de embarque fica mais cara
A taxa de embarque nos principais aeroportos do País terá um reajuste de 5% nos voos domésticos e de 4,69% nos voos internacionais a partir de março. Com isso, os passageiros pagarão, a partir do dia 14, R$ 19,62 para os embarques domésticos e R$ 20,66 para os voos internacionais. O governo também vai começar a cobrar taxas diferenciadas, de acordo com os aeroportos e com os horários dos voos. O Sindicato das Empresas Aéreas diz que o reajuste das tarifas deve ser repassado ao preço das passagens, devido ao encarecimento do custo da operação.
Para iniciar novo processo licitatório e dar continuidade às obras que estão paralisadas desde 2007, é preciso que o Tribunal de Contas da União (TCU) designe um terceiro perito para avaliar o avanço quantitativo e qualitativo do que já foi executado. Isso porque os dois profissionais que fizeram avaliação anteriormente chegaram a valores muito distantes. Eles foram indicados pelas partes envolvidas na disputa judicial: as empreiteiras que tocavam a obra e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).
A perícia vai determinar a indenização a ser paga ao consórcio formado pelas empresas Via Engenharia e Odebrecht, que venceram a licitação aberta em 2002. Antes desse acerto, outro processo licitatório não pode ser iniciado. "Esses são os passos a serem seguidos. Sem essa definição, não tem como tocar a obra. A Justiça tem um ritmo próprio, mas nós tentaremos agilizar o processo", disse o controlador geral do Estado, José Carlos Siqueira.
Prioridade A sugestão dos membros da comitiva que foi ontem à Brasília é a solicitação de uma audiência com a juíza
que está com o caso do aeroporto de Goiânia no TCU. José Carlos Siqueira afirmou que essa saída será passada hoje ao governador Marconi Perillo. A reunião teria objetivo de mostrar à magistrada a importância estratégica da obra para Goiás e, assim, conseguir prioridade na resolução da matéria. Se tudo seguir o rito normal, a contratação de outras empresas para continuar as obras do aeroporto deve ocorrer aproximadamente daqui a um ano.
A primeira suspensão das obras do Aeroporto Santa Genoveva aconteceu em 2005, seis meses após o início. O TCU encontrou irregularidades como superfaturamento da obra e reteve os pagamentos feitos ao consórcio. No entanto, por meio de decisão judicial a continuidade dos trabalhos foi garantida. O cancelamento da licitação veio dois anos depois. Em julho de 2008, o contrato foi cancelado de vez.
Desde então, os usuários do aeroporto da capital acompanham uma série de adiamentos e promessas de retomada das obras. A insatisfação dos passageiros se reflete na avaliação dos terminais feita pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). De acordo com levantamento feito pela Anac, o terminal do Aeroporto Santa Genoveva é o pior do Brasil, com nota 2,27 numa avaliação que vai de zero a dez. Em dezembro de 2010, a média de Goiânia era ainda menor: 2,33.
Os recursos para as obras do aeroporto da capital foram orçados no ano de 2005 em R$ 257,8 milhões, sendo posteriormente aditivados para R$ 287,7 milhões. Até dezembro do ano passado, haviam sido gastos R$ 106,2 milhões na construção do novo terminal. Mesmo com a aplicação do restante dos recursos e a finalização das obras, o infortúnio dos usuários terá trégua de apenas dois anos.
Este é o prazo de sobrevida do terminal, que será finalizado com capacidade de atendimento já defasada. A própria Infraero admitiu no ano passado que terá de fazer nova ampliação para suportar a demanda até 2020. Em dez anos, o fluxo de passageiros do Aeroporto Santa Genoveva aumentou 176,7% enquanto a estrutura do terminal ficou a mesma. Quando começaram as obras, o fluxo de passageiros era de 1,2 milhões de pessoas anualmente. Até outubro de 2010, o movimento registrado havia sido de 2,1 milhões de pessoas, entre embarques e desembarques.
Dos R$ 23 milhões previstos para serem aplicados no aeroporto no ano passado, apenas R$ 8 milhões foram investidos pela Infraero. A proporção do orçamento que foi aplicado corresponde a menos de 45% do total planejado, segundo levantamento da organização não-governamental Contas Abertas. A reportagem nãoconseguiu contato com a Infraero na noite de ontem.
'Puxadinho' ainda sem previsão
As obras de construção do Módulo Operacional Provisório (MOP) do Aeroporto Santa Genoveva foram adiadas mais vez. A contratação de uma nova empresa para dar continuidade aos trabalhos está em fase de contratação e, caso não haja imprevistos, a promessa é de que o "puxadinho" seja entregue aos usuários em outubro.
Previsto inicialmente para ser entregue até novembro de 2009, o término das obras foi adiado primeiramente para dezembro. Depois, o fim dos trabalhos passou para julho de 2010, em seguida para setembro do ano passado e, posteriormente, para novembro. Em janeiro desse ano, as obras paralisaram de novo, pois o contrato com a empresa vencedora da licitação foi suspenso. A suspensão, publicada em primeira mão pelo POPULAR no dia 6 de janeiro, foi motivada por atrasos no cronograma de execução da obra e abandono, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O "puxadinho" compreende uma nova sala de embarque que deve ampliar a capacidade do aeroporto da capital de 600 mil passageiros ao ano para mais de 1 milhão de usuários atendidos anualmente. A obra foi projetada para 1,2 mil metros quadrados. Até agora, apenas 13% da estrutura foi executada e bancos que serão instalados nela estão sob sacos plásticos.
Taxa de embarque fica mais cara
A taxa de embarque nos principais aeroportos do País terá um reajuste de 5% nos voos domésticos e de 4,69% nos voos internacionais a partir de março. Com isso, os passageiros pagarão, a partir do dia 14, R$ 19,62 para os embarques domésticos e R$ 20,66 para os voos internacionais. O governo também vai começar a cobrar taxas diferenciadas, de acordo com os aeroportos e com os horários dos voos. O Sindicato das Empresas Aéreas diz que o reajuste das tarifas deve ser repassado ao preço das passagens, devido ao encarecimento do custo da operação.
Fonte: O popular











TCU, GOVERNO DE GOIÁS, INFRAERO
ResponderExcluirTUDO FARINHA DO MESMO SACO
QUEREM FAZER DE GOIÂNIA A PIOR CAPITAL EM INFRAESTRUTURA AEROPORTUÁRIA DO MUNDO.
CHEGA DE INFRAERO ROUBANDO NÓS PASSAGEIROS, EM GOIÂNIA NEM AR CONDICIONADO TEM NO AEROPORTO, NAO TEM NEM PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO ADEQUADA...
É ISSO AI, VAMOS TODOS PARA A RODOVIARIA DE GOIÂNIA QUE É EXEMPLO PARA O BRASIL INFRAESTRUTURA PEGAR ONIBUS E IR PRA BRASILIA, PEGAR UM VOO POR LÁ, PELO MENOS LÁ PAGAMOS AS TAXAS DE EMBARQUE COM GOSTO.
Belo blog, gostaria de fazer uma parceria, o meu é: http://aeroportodenavegantes.blogspot.com/
ResponderExcluirAgradeço a Colaboração
Abraços
Opa! , Aceita a Parceria , me envia um email , pra eu poder confirmar , Vlw! Abraços!
ResponderExcluirDanduart , É Triste a situação aeroportuária do nosso país , e também é uma vergonha , o que goiania sofre com isso , é um absurdo , na minha opinião , não é só culpa do governo nacional mais também do estadual .
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